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Brasília

Vigilante pego com pornografia infantil põe a culpa na própria filha

Arquivo Geral

28/11/2018 17h41

33ª Delegacia de Polícia, em Santa Maria. Foto: Rayra Paiva Franco/Jornal de Brasília

Ana Karolline Rodrigues
redacao@grupojbr.com

O homem de 49 anos preso em flagrante com conteúdo pornográfico infantil, nessa terça-feira (27), chegou a pôr a culpa na própria filha mais nova, de 14 anos.  “Cada hora ele inventa uma versão diferente. Chegou até a acusar a menina, que estava mexendo no computador”, informou o delegado Bruno Linhares, da 33ª Delegacia de Polícia. Diante da acusação, o autor nega que seja dono dos materiais pornográficos.

O homem mora em Santa Maria com as duas filhas – a outra tem 20 anos. Ele foi encontrado no Guará, em uma quadra poliesportiva onde trabalhava como guarda, local geralmente utilizado por várias crianças e adolescentes. A polícia preferiu não divulgar o endereço do espaço, entre outros detalhes.

O acusado foi identificado pelas iniciais E.L.A. – para a segurança das filhas. Por meio de uma denúncia anônima, a polícia conseguiu um mandado de busca e encontrou os materiais no computador e no celular do criminoso. Ele deve ser levado a uma audiência de custódia ainda hoje, na qual será decidido se ele permanecerá encarcerado.

Eletrônicos foram apreendidos. Foto: Rayra Paiva Franco/Jornal de Brasília

De acordo com o delegado Bruno Linhares, a denúncia foi feita no último dia 19. Porém, a pessoa que preferiu não se identificar só formalizou o relato na última segunda-feira (26). Em seguida, a polícia já pediu o mandado de busca e apreensão à Justiça.

Tanto no notebook, quanto no celular dele, foram encontrados mais de mil imagens e vídeos pornográficos. Segundo o delegado, o acusado ainda participava de pelo menos 13 grupos no WhatsApp onde havia troca desse tipo de material.

De acordo com Bruno Linhares, a polícia ainda está no início das investigações. Por enquanto, o único crime ao qual o acusado responde é o de armazenamento de conteúdo pornográfico. Por conta disso, ele poderia ser liberado sem julgamento caso pagasse uma fiança de R$ 15 mil.

Se condenado, o homem pode pegar até quatro anos de prisão.

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