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Brasília

Vigilância recebeu mais de mil denúncias este ano.

Arquivo Geral

23/08/2012 7h06

Vinícius Borba
vinicius.borba@jornaldebrasilia.com.br

 

As condições de produção e manipulação de alimentos são motivo de preocupação entre os consumidores do DF. Caso  recente envolveu uma franquia internacional de fast food: uma   família  encontrou uma barata dentro do pão. A situação rapidamente se espalhou pela cidade e acendeu  o alerta: como anda a qualidade do que se come fora de casa? Só no primeiro semestre deste ano, 2,5 toneladas de alimentos prontos foram recolhidas pela Vigilância Sanitária, nos mais diversos estabelecimentos. Episódios de contaminação em shoppings e lojas de renome nacional demonstram que nem mesmo as grandes empresas estão a salvo destas situações.

 

O servidor público Isaac Newton Araújo, de 22 anos, não esperava que pudesse ficar famoso após uma experiência desagradável. Foi ele quem encontrou a barata dentro do sanduíche. Isaac usou as redes sociais e procurou a imprensa para denunciar o que tinha achado dentro do lanche que   comprou para o cunhado.

 

 Tudo aconteceu ao levar a namorada e o irmão dela para lanchar em um shopping da cidade. A confiança que sempre teve no processo  de produção da rede  não o  deixou acreditar no que viu. Por sorte, eles encontraram o inseto antes que o cunhado de Isaac viesse a comer o sanduíche. “O gerente chegou a me pedir para deixar barato, mas, sinceramente, quero que a empresa mude e melhore suas formas de agir”, afirma.

 

denúncias

 

 O caso de Isaac teve tanta repercussão graças ao exemplo de que é preciso denunciar. Na maioria dos casos, a situação acaba no anonimato. A denúncia foi a opção de mais de mil pessoas neste ano, segundo informação da Divisão de Vigilância Sanitária do DF (Divisa), das quais 185 acabaram em interdições totais ou parciais.

 

De acordo com o diretor de Vigilância Sanitária do DF, Manoel Neto, a participação da população é determinante, mas nem sempre acontece. “Muitas pessoas acabam não denunciando, o que pode levar outras pessoas a serem vitimadas por intoxicações de vários tipos. É indispensável que se denuncie, para fazer com que as empresas também possam adotar boas práticas na manipulação e evitar essas situações”, destaca o diretor.

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