Menu
Brasília

Vicente Pires novamente refém dos temporais

Arquivo Geral

24/11/2013 8h30

O filme se repete em Vicente Pires: chuva forte e muitos transtornos. Com o temporal que caiu ontem, não houve ocorrências graves, mas carros estragaram e até o comércio teve prejuízo. Os contratempos se repetiram na EPTG, onde motoristas tiveram dificuldade de trafegar, com a água chegando a cobrir os pneus dos veículos.

 

Em vários pontos de Vicente Pires, a enxurrada era forte, complicando a passagem de veículos. Poucos motoristas se arriscavam na entrada da cidade pela Rua 3. Lá, a água escorria diretamente para perto do viaduto Israel Pinheiro e, em menos de meia hora de chuva, o trânsito já ficou pesado, com lentidão quase desde a altura do Lucio Costa.

 

Prejuízo

 

Quem teve que passar pela Rua 4 correu o risco de danificar o próprio carro. Foi o caso do corretor de imóveis Fábio Ferreira, que nunca tinha passado pelo trecho alagado. “Só conhecia esse lugar sem chuva, aí não sabia que corria esse risco. O meio-fio prendeu o carro e agora não estamos conseguindo tirar. Vou ter que chamar um guincho”, contou.

 

No mesmo local, vários reclamações sobre as consequências da chuva. Em um mercado, a água formava uma onda diretamente para dentro do comércio. Para evitar  alagamentos, foi construída uma mureta. “Mesmo assim, ainda entra um pouco de água, fora o prejuízo de ficar com a frente do comércio alagada. Até depois da chuva, demora mais de uma hora para secar essa água toda aqui na rua”, relatou a auxiliar administrativa Cíntia de Oliveira Santos. Segundo ela, que trabalha há três anos no lugar, chuva é sinônimo de prejuízo. 

 

Em menos de seis meses morando na Rua 4, a estudante Rayra Leite já presenciou várias quebras de veículo em frente a sua casa.  Rayra costuma ajudar quem fica preso durante a chuva. “Semana passada uma mulher passou com o carro em cima do meio-fio e saiu óleo para todo  lado”, disse. Para piorar, o prédio onde a estudante mora, inaugurado há cerca de um ano, tem a garagem alagada a cada temporal. “A água entra por uma janela e deixa tudo alagado. Ninguém tem coragem de deixar o carro lá”, contou.

 

Placas de veículos ficam pela rua

 

O servidor público Sérgio Luís Silva revela que são tão frequentes os alagamentos que os moradores de Vicente Pires recolhem placas de veículos que passam pelas vias, retiradas pela força da água. Além de outros transtornos. “Tem um contêiner aqui na frente que cai toda vez que chove e deixa um monte de lixo espalhado na porta de casa. O único escoamento aqui perto foi feito pelos moradores, mas nada do governo”, criticou.

 

Para evitar  prejuízo, a professora Nívia Nepomuceno decidiu parar e esperar em segurança. Ela afirma que existem lugares com situação parecida em toda Vicente Pires. “Na Rua 5, é do mesmo jeito. O problema é que aqui cresceu desordenadamente e ninguém observa isso. Esse tipo de problema é por causa desse crescimento”, opinou.

Segundo a Defesa Civil, não houve registros de quedas de árvore ou casas com abalo estrutural.

 

Saiba Mais

 

Para hoje, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê mais chuva para o Distrito Federal.

 

Estão previstas pancadas em áreas isoladas durante a manhã e, à tarde, a possibilidade de chuva aumenta consideravelmente. 

 

A umidade ficará entre 55% e 95% e a temperatura entre 18°C  a 27ºC.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado