A segunda entrada de acesso a Vicente Pires, pela EPTG, foi fechada com vigas de concreto há mais de um ano. Agora, foi reaberta, contrariando os apelos de moradores e comerciantes da região. Além disso, a promessa de criar um acesso direto, ligando o viaduto Israel Pinheiro à Rua 3, e transformando a via em mão única, não foi cumprida, e a população clama por mudanças.
A via em questão é de mão dupla. Enquanto alguns motoristas tentam atravessar duas faixas para poder acessar o viaduto, outros vêm do Plano Piloto, no sentido Taguatinga, e tentam entrar em Vicente Pires. No horário de pico, engarrafamentos e acidentes são constantes. Além disso, ônibus que param no ponto ao lado, para embarque e desembarque de passageiros, ajudam a piorar o cenário.
Acidentes
Suely Lopes, dona de uma loja eletrônicos, conta que foi do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) a iniciativa de fechar a via, há mais de seis meses. “Até semana passada a rua ainda estava interditada. Se a via fosse de mão única já evitaria muitos acidentes. Para piorar, ainda têm motoristas que estacionam no meio da rua e obrigam os outros a invadir a faixa contrária”.
O motorista Paulo Henrique Silva, 36 anos, concorda. Ele é funcionário de uma casa de esterilização da região. “Sou contra a reabertura da via. Até os ônibus que querem sair de Vicente Pires têm dificuldade. É muito perigoso!”, reclama.
O mototaxista Roberto Ferreira, 28, também é favorável à interdição. “Em horário de pico vira uma confusão. Já presenciei inúmeras batidas entre carros que vinham do Plano Piloto sentido Taguatinga e outros que estavam saindo e tentavam acessar o viaduto”, comenta.
O morador Arlan Pinheiro, 26, diz que a reabertura aconteceu logo após o recapeamento, na semana passada. “Voto pela interdição. Pego ônibus na parada aqui ao lado todos os dias e já vi inúmeros acidentes”, diz. E para a estudante Mariana Ximenes, 19, o problema está na falta de sinalização. “A cidade está em expansão, precisamos de novos acessos”.