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Brasília

Via que estava interditada para evitar acidentes foi reaberta, em Vicente Pires

Arquivo Geral

04/07/2014 7h20

A segunda entrada de acesso a Vicente Pires,  pela EPTG,  foi fechada com vigas de concreto há mais de um ano. Agora, foi reaberta, contrariando os apelos de moradores e comerciantes da região. Além disso, a promessa de criar   um acesso direto, ligando o viaduto Israel Pinheiro à Rua 3, e transformando a via em mão única,   não foi cumprida, e a população clama por mudanças. 

A via em questão é de mão dupla. Enquanto alguns motoristas tentam atravessar duas faixas para poder acessar o viaduto, outros vêm do Plano Piloto, no sentido Taguatinga, e tentam entrar em Vicente Pires. No horário de pico, engarrafamentos  e acidentes são constantes. Além disso, ônibus que param no ponto ao lado, para embarque e desembarque de passageiros, ajudam a piorar o cenário.

Acidentes

Suely Lopes, dona de uma loja eletrônicos, conta que foi do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) a iniciativa de fechar a via, há mais de seis meses. “Até semana passada a rua ainda estava interditada.  Se a via fosse de mão única já evitaria muitos acidentes. Para piorar, ainda têm motoristas que estacionam no meio da rua e obrigam os outros a invadir  a faixa contrária”.

O motorista Paulo Henrique  Silva,   36 anos, concorda. Ele é funcionário de uma casa de esterilização da região. “Sou contra a reabertura da via. Até os ônibus que querem sair de  Vicente Pires têm dificuldade. É muito perigoso!”, reclama.

O mototaxista Roberto Ferreira,   28, também é favorável à interdição. “Em horário de pico vira uma confusão. Já presenciei inúmeras batidas entre carros que vinham do Plano Piloto sentido Taguatinga e outros que estavam saindo   e tentavam acessar o viaduto”, comenta.

O morador Arlan Pinheiro,   26, diz que a reabertura   aconteceu logo após o recapeamento,  na semana passada. “Voto pela interdição. Pego ônibus na parada aqui ao lado todos os dias e já vi inúmeros acidentes”, diz. E para a estudante Mariana Ximenes, 19, o problema   está  na falta de sinalização. “A cidade está em expansão,    precisamos de novos acessos”.

Envolvidos argumentam
 
Procurada pela reportagem, a Administração Regional de Vicente Pires disse que a via de acesso à Rua  3 foi reaberta pelo órgão, em consonância a conversas com o DER e o Departamento de Trânsito  (Detran), visando melhorar o tráfego viário da cidade. 
 
“Tal medida  tem como objetivo facilitar a entrada e a saída de veículos de Vicente Pires. O sentido na via será único, o que tornará o trânsito mais eficaz e diminuirá o risco de acidentes. A rua em questão também será sinalizada. Pedimos a compreensão dos moradores durante o período de transição”, afirmou a pasta, que  não soube informar, porém, uma data para o início das obras. 
 
Outro problema em aberto, o   projeto de criação de um acesso direto, ligando o viaduto Israel Pinheiro à Rua 3, e transformando a via em mão única, ainda está sem solução à vista. A medida foi anunciada no ano passado (leia a memória acima).
 
Resposta
 
A assessoria de comunicação do Detran-DF informou que o projeto  pertence ao Departamento de Estradas de Rodagem. O DER, por sua vez, se limitou a explicar que “no fim de 2013 foram acordadas, entre o departamento e a Administração de Vicente Pires, algumas intervenções para a melhoria do tráfego no local. O DER faria uma alça de acesso direto do viaduto para a Rua 3 (que afirma estar concluída) enquanto a Administração e o Detran ficariam responsáveis por tornar a Rua 3 mão única, com o objetivo de evitar o conflito entre as vias (alça/Rua3)”. 
 
Memória
 
Em 18 de julho do ano passado, o JBr. mostrou que foi  anunciada a construção de  uma faixa de rolamento no sentido Plano Piloto e  de um acesso direto da pista debaixo do viaduto à Rua 3. A promessa era entregar a obra em 15 dias.

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