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Brasília

Verba de venda de imóveis do GDF vai para educação

Arquivo Geral

11/09/2009 0h00

Mais de 280 alunos do Ensino Médio de São Sebastião cumpriram mais uma etapa da vida escolar, nesta quinta-feira (10). Os estudantes receberam certificados de conclusão do Programa de Intervenção Metodológica de Correção de Fluxo, também denominado Programa Vereda. Durante a formatura, o governador em exercício Paulo Octávio anunciou que três escolas, localizadas em Taguatinga, Santa Maria e na Asa Sul serão ampliadas. A verba destinada à construção é de R$ 10,9 milhões e foi conseguida com a venda de 17 apartamentos e uma casa que pertenciam ao Governo do Distrito Federal.
      
O curso, com duração de 18 meses, é voltado para os alunos que estão atrasados em relação à série esperada para a idade. Em 2008, sete mil estudantes do Ensino Médio e 17 mil do Ensino Fundamental foram atendidos pelo projeto em todo Distrito Federal. Para fazer parte do projeto é preciso ter mais de 17 anos e ter, pelo menos, dois anos de repetência.
      
Segundo a secretária-adjunta de Educação do DF, Eunice Santos, um dos objetivos do projeto é resgatar a autoestima destes alunos. “Quando o aluno não consegue passar de ano, ele acaba desistindo. Neste programa temos alunos de até 40 anos de idade que deixaram de estudar por muito tempo, mas acabaram voltando às salas de aula”, afirmou.
      
Romário Souza, 21 anos, é um dos formandos da regional de ensino de São Sebastião. Mas há pouco tempo quase largou a escola. Depois de reprovar por duas vezes o primeiro ano do Ensino Médio, o jovem achou que não havia motivo para seguir em frente. “Tinha que conciliar o trabalho e a escola. Quando reprovei pela segunda vez, fiquei desanimado. Sem o Vereda teria parado de estudar”, contou.


O programa, realizado em parceria com a Fundação Roberto Marinho, utiliza uma metodologia de aceleração da aprendizagem que alia recursos tecnológicos e métodos pedagógicos diferenciados. Após a conclusão, os alunos prosseguem seus estudos no ensino regular.
      
Antes do projeto, 35 mil alunos da rede pública tinham distorção idade-série. Com a aplicação do programa, o número caiu para 15 mil estudantes. Todas as regionais de ensino do Distrito Federal oferecem o curso.

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