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Brasília

Vendedor de doces é suspeito de abuso sexual

Arquivo Geral

20/03/2013 7h30

Luís Augusto Gomes
luisaugusto@jornaldebrasilia.com.br

 

Mais um caso de abuso sexual engrossa as estatísticas do crime no Distrito Federal, e confirma o perfil das ocorrências. O vendedor  de bombons e doces  J.P.A., de 55 anos,  foi preso   na QR 614 de Samambaia, suspeito de ter violentado duas crianças de seis e oito anos. Assim como em 85,5% das ocorrências de fevereiro, o acusado do crime tinha algum vínculo com a vítima.

 

 

O suspeito é vizinho das vítimas.  Ele  foi preso em flagrante  pela Polícia Militar e levado para a 26ª DP (Samambaia). Uma das crianças teria contado aos policiais que já havia sido vítima dos abusos praticados pelo vendedor. J.P.A. passava as mãos nas partes íntimas  da garota.

 

 A polícia suspeita que o homem usava a condição  de vendedor de balinhas e bombons para atrair crianças. Conforme a ocorrência,  no celular do suspeito foram encontradas fotos de uma das meninas e de uma outra possível vítima, que até o momento não foi identificada. Ele também armazenaria suas fotografias nu. O  aparelho foi encaminhado para perícia no Instituto de Criminalística (IC).

 

A polícia chegou ao suspeito depois de receber uma denúncia. Uma testemunha  estava no carro, com os vidros escuros, estacionado nas proximidades da casa onde supostamente as crianças teriam sido molestadas. Ela garante ter visto o momento em que o vendedor,   dentro de seu lote, cercado com grades, chamou a menina mais velha.

 

 

Enquanto os dois conversavam, a mais nova se aproximou.  Segundo o delegado Felipe Neres, a testemunha teria visto o suspeito    colocar os órgãos genitais para fora, se esfregar e passar as mãos no rosto das crianças. Indignado com a atitude, o homem saiu do carro. O  agressor correu, entrou em casa e trancou a porta.

 

 

A testemunha revelou o caso aos parentes de uma das meninas e o   pai  chamou a polícia. J.  foi indiciado por estupro de vulnerável e pode pegar uma pena  até 15 anos de reclusão.  Um homem que se apresentou como advogado do suspeito disse que a investigação não condiz com os fatos. “Há divergências na ocorrência.  As supostas fotos no celular não existem e a principal testemunha não foi ouvida”, afirma. 

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