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Brasília

Venda do clube da Sodeso é questionada

Arquivo Geral

25/02/2012 7h11

Da Redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br

Os portões estão fechados e o guarda avisa: “Não estamos funcionando.” Para tristeza dos moradores e atletas de Sobradinho, o clube da Sociedade Desportiva Sobradinhese (Sodeso), com mais de 40 anos de história, fechou as portas no primeiro dia de 2012. O objetivo dos fundadores era proporcionar melhor qualidade de vida e opção de lazer para os moradores. Porém, com o passar dos anos, o espaço que abrigava bailes e festas passou a ser pouco frequentado.

Segundo moradores e sócios, isso ocorreu porque na época havia má administração e pouco investimento, o que ocasionou a depreciação da estrutura. Até que o clube foi vendido a uma empresa, em leilão,  para saldar uma dívida trabalhista estimada em R$ 4 mil que, com as correções, deve chegar a R$ 20 mil.

Apesar da decadência, a Sodeso sempre foi referência na cidade, por causa dos projetos sociais e por atender a população local. No ano passado, o Clube dos Servidores da Saúde do DF (Clube da Saúde) estabeleceu uma parceria e deu início à revitalização do espaço. “Foram feitas melhorias nas quadras, piscinas, campo de futebol e vestiário. Grupos e escolinhas de futebol voltaram a frequentar o clube”, diz o presidente da Sodeso, Helvécio Ferreira da Silva.

Desde o ano passado, a Associação Serrana de Futebol Infantil (Asfi) fazia treinos e campeonatos no clube. Leandro Ribeiro Macedo,  1º secretário da Asfi, afirma que, nos últimos anos, a Sodeso foi a única entidade que abraçou os projetos sociais de Sobradinho. “Foi a única que abriu as portas para as crianças e jovens carentes. Tem gente que vem de Planaltina para treinar aqui. Agora, sem a Sodeso, muita coisa está parada”, afirma.

Suspensos
Com o fechamento do clube, pelo menos 1.500 crianças e jovens deixam de participar da escola de futebol. Além disso, os campeonatos de clubes amadores e veteranos está ameaçado. “Em abril começam os campeonatos. Estamos sem espaço, porque a Sodeso era nossa única opção. É uma falta de respeito”, desabafa João Lúcio, presidente da Liga de Futebol Amador (Lade).

Helvécio Silva diz que o objetivo era revitalizar totalmente o espaço para que a população voltasse a frequentar o clube. Segundo ele, neste ano, cerca de R$ 2,5 milhões seriam investidos na reforma, mas o leilão interrompeu as obras.

 

Leia mais na edição impressa deste sábado(25) do Jornal de Brasília.

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