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Brasília

Vegetação desprotegida em Planaltina

Arquivo Geral

30/08/2010 8h34

Da Redação

redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

Localizado em Planaltina, o Parque Recreativo Sucupira sofre com entulho e queimadas comumente ocorridas nesse período. Com aproximadamente 132 hectares, hoje restam apenas 30% de sua vegetação preservada. Próximo ao Campus da UnB entre o Setor Norte, a Vila Nossa Senhora de Fátima e a região oeste do prolongamento da Avenida Gomes Rabelo, é possível observar um triste cenário de muita destruição de um dos mais ricos ecossistemas do país: a vegetação do Cerrado.

 

Abandono

 

Vizinho da Estação Ecológica de Águas Emendadas, o parque foi criado pela Lei 1.318, de 23 de dezembro de 1996, com o objetivo de preservar a reserva natural, oferecer um espaço agradável que atenda as necessidades básicas de lazer comunitário dos cidadãos com a disponibilização de um espaço onde sejam realizadas atividades artísticas, culturais e desportivas. Além de estimular a valorização da qualidade de vida da população local, conscientizando as pessoas da necessidade de preservar e conservar o meio ambiente.  E dar oportunidade aos indivíduos de convivência harmônica com a natureza. No entanto, o parque ainda não saiu do papel. 

 

Segundo a administração que cuida dos parques de Planaltina, o local é utilizado irregularmente pelos moradores que aproveitam seu espaço para guardar alguns materiais de construção como areia e brita. Um ambiente ideal para atender as necessidades para a melhoria de vida da população, o Parque Recreativo Sucupira, segundo a administração, é o único lugar que proporciona uma perfeita área para esportes, proporcionar diversão para as crianças, além de espaço para caminhadas e descanso em contato direto com a natureza. 

 

O parque constantemente é cenário de queimadas. A administração confirmou que recentemente teve uma grande queimada na área. Segundo eles, tudo é provocado criminalmente pela população. “O local está totalmente abandonado. Fazemos vistoria para constatar a situação atual da área, se houve aumento de degradação, entulho, ou uma possível invasão” declarou um funcionário que não quis se identificar. Ele explicou que estão atentos à questão de invasões, pois sua cerca foi toda roubada por vândalos da região e não possui nenhuma placa informativa. “Por estar bem no meio da cidade, é alvo fácil para invasões, principalmente dos chacareiros da região que colocam o gado para pastar na vegetação” finalizou.

 

Leia mais na edição desta segunda-feira (30) do Jornal de Brasília.

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