O vazamento de fosfeto de alumínio, substância tóxica e inflamável quando em contato com a água, colocou em risco a vida de seis funcionários de uma fábrica de reciclagem de metais não ferrosos em Taguatinga Sul.
O incidente ocorreu ontem à tarde, quando um funcionário da fábrica teria aberto a lata de inseticida e derramado o produto no chão.
O Corpo de Bombeiros só foi chamado ao local às 15h, após o dono da empresa ser informado do que havia acontecido. No total, foram deslocadas duas ambulâncias do Samu, oito viaturas dos bombeiros e o Auto Produtos Perigosos 3 (APP3), viatura que carrega os materiais de recolhimento especifico para ocorrências de vazamentos tóxicos.
Cinco pessoas foram levadas para o Hospital Regional de Taguatinga por terem entrado em contato com o produto. Eles passam bem, mas terão acompanhamento médico nos próximos dias pelo Centro de Toxicologia, ação padrão para esses casos.
Robson Paulino, sócio-gerente da fábrica, explicou o que ocorreu: “Todo produto passa por um processo de triagem em uma esteira. Os funcionários são treinados para que somente metal entre na máquina. Nesse momento, o funcionário ficou curioso, abriu a lata e despejou o produto no chão. Pelo cheiro ele começou a sentir tontura e desmaiou.”
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Os bombeiros isolaram a fábrica e uma área de aproximadamente 50 metros ao redor e neutralizaram o produto.
Especialista em casos de produtos perigosos, a tenente Ive Lorena Athaydes explicou que o vazamento foi pequeno porque a lata foi fechada logo em seguida por outro funcionário. Mas em grande quantidade o produto pode causar parada respiratória e até morte.