Devido ao avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), o Distrito Federal acendeu um alerta. A principal preocupação está relacionada à variante K do vírus Influenza A (H3N2). Até o momento, a capital federal registrou 67 casos, incluindo um óbito. Com a circulação viral em alta, especialista alerta para cuidados necessários durante este período.
O estado de alerta se deve principalmente pelo aumento dos casos nos estados do Centro-Oeste, em especial o Goiás. Vizinho do DF, a região decretou estado de emergência de saúde pública em razão do avanço da SRAG. Segundo dados divulgados, pelo menos 42% dos casos estão relacionados a bebês de até dois anos de idade.
Em relação aos óbitos, foram registrados 115 até o momento. A médica intensivista do Hospital Santa Marta Adele Vasconcelos explica que esses casos no Goiás podem refletir os números no DF. “Somos um estado dentro do Goiás, então claramente todos os casos podem impactar no DF. Precisamos fazer uma política de disseminação, de informação, garantir a vacinação da nossa população”, enfatiza.
Reforço
Entre as medidas que podem ser tomadas pelo Governo do Distrito Federal (GDF), está o reforço na campanha de vacinação, visando especialmente os grupos de risco, ressalta a especialista. “O sistema de saúde é fundamental nesse problema. Reforçar cada vez mais as campanhas de vacinação, especialmente nos grupos de riscos, ampliar a nossa testagem, aumentar a vigilância epidemiológica, monitorar sempre a ocupação dos leitos hospitalares para garantir que tenha leitos suficientes para todo mundo que necessite de uma internação hospitalar.”
Além disso, campanhas educativas com a população e garantir uma estrutura adequada nas unidades de saúde para evitar superlotação são algumas ações que também podem ser implementadas para buscar a diminuição dos casos.
“Pensando que pode haver um aumento do número de casos e um aumento do número de internações, começar a fazer uma programação de como vai ser esse atendimento, comunicar rapidamente com muita transparência. Orientar corretamente a população e evitar o pânico porque é gripe, é um sintoma respiratório, tratamos como qualquer outro”, acrescenta.
Prevenção
Apesar da uma nova variante – fenômeno natural que ocorre anualmente, mas continua se tratando de um vírus respiratório – é preciso manter as mesmas condutas de prevenção da gripe, explica a médica.
As principais medidas a serem tomadas para prevenir a contaminação são: manter a vacinação em dia, higienizar as mãos com frequência, evitar locais fechados e cheios, usar máscara ao menor sintoma gripal e evitar contato com pessoas contaminadas.
Vacinação
A vacinação segue como a principal estratégia para prevenir casos graves contra os vírus respiratórios e reduzir a incidência, gravidade e número de mortes. Na rede pública do Distrito Federal, são oferecidas gratuitamente as seguintes vacinas: Influenza; Covid; Vírus Sincicial Respiratório (VSR); Nirsevimabe (para bebês prematuros e crianças menores de dois anos com comorbidades) e Palivizumabe (para crianças prematuras).
Toda a população pode se vacinar nas salas de vacinação localizadas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Distrito Federal. As crianças devem estar acompanhadas pelos pais ou responsáveis. Para realizar o procedimento, é necessário levar um documento de identificação válido e o cartão de vacina.
Para quem perdeu o cartão de vacinação, a orientação é procurar a sala onde recebeu as vacinas e tentar resgatar o histórico de vacinação. Caso não seja possível, será vacinado de acordo com as vacinas preconizadas para cada faixa etária e será feito novo cartão. A ausência da Caderneta de Vacinação não é um impeditivo para vacinar.
A vacinação ocorre de segunda a sexta-feira pela manhã nas regiões administrativas do DF e no Plano Piloto. Nos dias 19, 20 e 21 de abril os procedimentos não estarão disponíveis devido ao feriado.
*Com informações da Secretaria de Saúde