Da Redação
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Assim como Brasília, o Hospital de Base também completa 50 anos em 2010. Mas não há tantos motivos para comemorar. O hospital, que esteve com o tomógrafo parado por cerca de dois meses, carece de melhor atendimento e estrutura.
Íris de Castro está no hospital desde quinta-feira, aguardando a transferência do irmão para um hospital particular. “Aqui eles não fazem a cirurgia que ele está precisando. Ele corre risco de morte se não for transferido com urgência”, reclama. Valdir de Castro sofreu um infarto na quinta-feira e está internado na semi-UTI só aguardando a liberação da transferência. “A médica disse que a chance dele sobreviver é de uma em cem. E até agora nada. É tudo muito burocrático”, afirma.
A situação ficou tão crítica que Íris teve que colocar crédito em seu celular e emprestá-lo à médica para que ela pudesse ligar no hospital particular para confirmar a vaga de seu irmão. Pacientes que precisaram de atendimento de otorrino ontem tiveram que ter paciência. O médico especialista chegaria apenas às 19h e tinha gente que aguardava desde a manhã. “Eu cheguei aqui às 11h e me disseram que o atendimento só começaria à noite. Estou indo embora”, disse Renildo Guimarães.
De acordo com o diretor do hospital, Luiz Carlos Schimin, infelizmente o hospital não tem como atender a todos os pacientes com a excelência que deseja. “Se a Água Mineral lotar eles fecham as portas e pedem para as pessoas voltarem no outro dia. Nós não podemos fazer isso no Hospital de Base”, afirma.
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