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Brasília

Uso indevido do Prouni por vereador será investigado pelo MPF

Arquivo Geral

27/08/2010 8h17

Da Redação

redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

O Ministério Público Federal abriu inquérito civil para investigar o vereador Paulo Rogério da Silva (PT), da Cidade Ocidental, Região do Entorno ao DF, que utilizou de forma irregular o benefício do Programa Universidade para Todos (Prouni). Portaria estabelecendo o procedimento foi assinada pela procuradora da República Ana Carolina Alves Araújo Roman, e já publicada no Diário da Justiça. 

 

Conforme denunciou o Jornal de Brasília em maio deste ano, o parlamentar recebia salário de R$ 3.715,20 mil pelo cargo público e cerca de R$ 4 mil como técnico penitenciário da Papuda, no DF, o que totalizava rendimento acima de R$ 7,7 mil brutos. O problema é que para ter direito à bolsa do Prouni, do qual era beneficiário desde 3 de agosto de 2006, o vereador precisaria ter renda mensal familiar, por pessoa, até um salário-mínimo e meio (R$ 765) para o benefício integral (100%) ou três salários-mínimos (R$ 1.530) para o parcial (50%). 

 

Na época da denúncia, Paulo Rogério estudava em uma unidade da Universidade Norte do Paraná (Unopar), que funciona no Novo Gama (GO), utilizando a bolsa do Prouni, fazendo o curso de História. Todas as graduações que a Unopar oferece – História, Letras, Pedagogia, Serviço Social, entre outros – são virtuais, precisando o aluno ir apenas um dia na semana para assistir à aula. O Jornal de Brasília tentou ligou durante toda a tarde de ontem para o celular do vereador, mas nenhuma das ligações foi atendida. 

 

Leia mais na edição desta sexta-feira (27) do Jornal de Brasília.

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