Da Redação
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O Ministério Público Federal abriu inquérito civil para investigar o vereador Paulo Rogério da Silva (PT), da Cidade Ocidental, Região do Entorno ao DF, que utilizou de forma irregular o benefício do Programa Universidade para Todos (Prouni). Portaria estabelecendo o procedimento foi assinada pela procuradora da República Ana Carolina Alves Araújo Roman, e já publicada no Diário da Justiça.
Conforme denunciou o Jornal de Brasília em maio deste ano, o parlamentar recebia salário de R$ 3.715,20 mil pelo cargo público e cerca de R$ 4 mil como técnico penitenciário da Papuda, no DF, o que totalizava rendimento acima de R$ 7,7 mil brutos. O problema é que para ter direito à bolsa do Prouni, do qual era beneficiário desde 3 de agosto de 2006, o vereador precisaria ter renda mensal familiar, por pessoa, até um salário-mínimo e meio (R$ 765) para o benefício integral (100%) ou três salários-mínimos (R$ 1.530) para o parcial (50%).
Na época da denúncia, Paulo Rogério estudava em uma unidade da Universidade Norte do Paraná (Unopar), que funciona no Novo Gama (GO), utilizando a bolsa do Prouni, fazendo o curso de História. Todas as graduações que a Unopar oferece – História, Letras, Pedagogia, Serviço Social, entre outros – são virtuais, precisando o aluno ir apenas um dia na semana para assistir à aula. O Jornal de Brasília tentou ligou durante toda a tarde de ontem para o celular do vereador, mas nenhuma das ligações foi atendida.
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