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Brasília

Universidade de Brasília reduz quantidade de cartões corporativos

Arquivo Geral

12/08/2009 0h00

A Universidade de Brasília reduziu o número de cartões corporativos em uso. Desde o início do ano, a Diretoria de Contabilidade e Finanças cancelou 52 deles, diminuindo o número de portadores de 350 para 298. A quantidade de pessoas que efetivamente utilizam a ferramenta também caiu. No ano passado, 180 usuários tinham limite disponível, hoje são 111.


O diretor de Contabilidade e Finanças, Samuel Abreu, explica que os saques dependem de empenho autorizado pela universidade. “Muitos professores possuem o cartão sem crédito. Isso ocorre quando o recurso foi utilizado para um projeto que já acabou”, ressalta.


A Reitoria deve editar nos próximos 15 dias regra própria para o uso de da ferramenta. O documento vai funcionar como regulamentação ao decreto nº 6.370 da Presidência da República, que estabelece normas para a utilização dos cartões no âmbito do governo federal. “Queremos garantir o estreito cumprimento da lei nas situações específicas da universidade”, diz o decano de Administração, Pedro Murrieta.


Gastos eventuais
A norma da Reitoria atinge principalmente os professores que realizam viagens de campo com estudantes e cobrem os gastos com o cartão corporativo. Isso porque, muitas vezes, essas atividades movimentam verbas acima de R$ 8 mil, valor máximo permitido para gastos em cada cartão. Se a demanda supera os R$ 8 mil, é necessária autorização de uma autoridade com status de ministro.


O professor Pedro Murrieta esclarece que agora o auxílio para as expedições será repassado a cada aluno, ao invés de concentrar os pagamentos na mão do professor. “Talvez a centralização da verba fosse melhor para esses grupos, já que é mais fácil negociar descontos dessa forma. Mas precisamos garantir que o cartão seja utilizado rigorosamente dentro da lei”, diz Murrieta.


O professor Nelson Botelho, do Instituto de Geociências, reclama da nova determinação. Ele e outros sete docentes realizaram em julho viagem à região de Colinas de Goiás com um grupo de 33 estudantes. “O professor perde toda a capacidade de aglutinação do grupo, porque o estudante pode decidir onde quer se hospedar”, diz. Segundo Botelho, o depósito na conta de cada universitário também atrapalha possíveis economias. “Eventualmente, consigo abrigo gratuito para os jovens em uma fazenda. Como o dinheiro já estará na conta deles, a redução do gasto não será possível”, afirma.








  SAIBA +

Os cartões corporativos atendem a despesas do chamado suprimento de fundo, destinado a gastos eventuais que exigem pronto pagamento. Na universidade, a ferramenta é utilizada para compra emergencial de reagentes químicos, por exemplo. Nas viagens de campo, os saques com o cartão corporativo ajudam a custear o combustível para transporte e peças de reposição dos veículos.

Cada usuário pode ter até dois limites de R$ 8 mil. A validade, em geral, é de três anos, mas o recurso só pode ser utilizado se a administração liberar a verba. Antigamente, o suprimento de fundo era pago em cheques. “O cartão corporativo permite maior controle dos gastos, podemos checar exatamente onde foram os saques”, diz o decano de Administração e Finanças, Pedro Murrieta.

No ano passado, a UnB gastou R$ 926 mil com cartão corporativo. De janeiro a junho deste ano, foram R$ 377 mil. “Há uma tendência clara de redução do uso do cartão”, observa o professor Pedro Murrieta.


 


 


 


 


 


 


 


 


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