Menu
Brasília

UnB vai criar plano diretor para tecnologia

Arquivo Geral

02/07/2009 0h00

Professores, sildenafil estudantes e servidores da Universidade de Brasília se reuniram na terça-feira, 30 de junho, para discutir as principais carências da área de informática e informação da instituição. O debate irá subsidiar a elaboração do Plano Diretor de Tecnologia da Informação, que vai estabelecer políticas de gestão tecnológica e da informação na UnB.


Pela primeira vez, um documento sobre o assunto é debatido por representantes de vários setores da comunidade acadêmica. A mobilização tem o objetivo de atender uma exigência do Tribunal de Contas da União, que determinou aos órgãos federais a criação de um plano em tecnologia da informação. As instituições devem passar por inspeção a partir de 2010.


De acordo com o presidente do Conselho de Informática da UnB, professor Jorge Henrique Cabral Fernandes, o último plano diretor da UnB é de 2007. Segundo ele, atualmente, não há uma política única para compra de softwares, divulgação dos dados de faculdades e institutos, manutenção dos equipamentos e atendimento aos usuários, por exemplo. “Cada setor executa essas tarefas de formas diferentes e nem sempre elas estão de acordo com padrões corretos de informática”, explicou.


As reclamações ouvidas no 1º Seminário Políticas e Planejamento de informação e Informática da UnB – ouvindo carências foram variadas. Houve queixas sobre quantidade de spams, qualidade do serviço de e-mails e problemas com manutenção de equipamentos. No entanto, a maior parte das críticas se concentrou na falta de integração entre os sistemas de informação disponíveis na universidade.


PROBLEMAS – Para se ter ideia, o Centro de Processamento de Dados (CPD) da UnB gerencia 22 sistemas, que controlam desde o registro de diplomas até a gestão de folhas de pagamento de servidores. De acordo com o diretor do centro e membro do Conselho de Informática, Marcelo Ladeira, unificar o gerenciamento desses sistemas é a principal demanda de tecnologia da informação na UnB. “Nem todos são gerenciados pelo CPD. Isso dificulta o acesso aos dados da instituição”, explicou Ladeira.


A falta de integração entre essas ferramentas e os sistemas externos de órgãos federais é outra preocupação dos professores e servidores. O decano de Extensão, Wellington de Almeida, contou que há dois sistemas diferentes disponíveis para controle de atividades de extensão: um da universidade e outro do governo federal. “Tentamos usar somente o federal, mas esse sistema não emite certificados, por exemplo”, relatou.


A baixa remuneração de analistas e técnicos de informática e a defasagem das estruturas dos sistemas da UnB também estão entre os problemas apontados no seminário. Muitas informações só podem ser acessadas se o usuário estiver dentro da rede da UnB. “Hoje a universidade tem 28 polos e três campus, isso se torna difícil. Muitas vezes, as pessoas têm de vir à universidade para conferir uma informação, por exemplo”, explicou.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado