Menu
Brasília

UnB vai adotar medidas preventivas contra gripe H1N1

Arquivo Geral

29/07/2009 0h00

A Universidade de Brasília não vai adiar o início do semestre letivo por conta da gripe H1N1, pill mas vai acompanhar de perto a evolução da doença no país. Além disso, page haverá uma campanha de orientação e prevenção dentro do campus para informar estudantes, approved professores e funcionários da instituição. A Diretoria de Saúde vai promover palestras sobre o tema e a comunidade acadêmica receberá panfletos informativos.


Para o médico sanitarista Pedro Tauil, professor da Faculdade de Medicina, a influenza A deve ser motivo de preocupação, não de pânico. Ele aponta duas razões para que governo e população mantenham o alerta. A primeira é que as pessoas ainda não possuem imunidade contra o vírus H1N1. Por isso, a propagação foi rápida. Em três meses, como lembra Tauil, a gripe atingiu 190 países.


A segunda diz respeito à gravidade da influenza A. “A letalidade da doença é semelhante à da gripe comum, que é baixa. Porém, ela tem provocado a morte de um grupo etário, entre 20 e 50 anos, diferente do tradicional”, afirma o sanitarista. Ele ressalta que não há explicações suficientes para esse fenômeno. “Como não se sabe como o vírus vai se comportar, é preciso estar vigilante”, destaca.


Prevenção
De acordo com o diretor do Hospital Universitário de Brasília, Gustavo Romero, a população precisa ser orientada para prevenir a transmissão do vírus. A primeira providência é procurar atendimento médico caso a pessoa tenha febre, tosse e espirros, dores musculares e dificuldade para respirar. Nesses casos, o doente deve se afastar do trabalho ou da escola, para que não crie o risco de espalhar a doença.


Outras medidas simples também são eficazes. Romero cita o hábito de lavar as mãos várias vezes ao dia – com água e sabão – antes de fazer refeições ou tocar os olhos e a boca, e depois de ir ao banheiro, por exemplo. Além disso, recomenda que as pessoas usem lenço de papel ao tossir ou espirrar.


As últimas estatísticas do Ministério da Saúde apontam que 1.566 pessoas foram contaminadas pelo vírus, e 56 pessoas morreram. No Distrito Federal, há apenas 48 casos registrados. Pedro Tauil explica que as características climáticas da região Centro-Oeste, assim como Norte e Nordeste, favorecem a diminuição da propagação do vírus. As temperaturas, por exemplo, não são tão baixas quanto as do Sul e Sudeste.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado