A Universidade de Brasília foi escolhida pelo Banco Mundial (BIRD) para abrigar o centro de interação a distância da Rede Global de Aprendizagem – GDLN, uma iniciativa do BIRD para promover o desenvolvimento social. A parceria da UnB com a rede global foi oficializada na tarde desta segunda-feira, 14 de dezembro, em videoconferência transmitida diretamente do Centro de Desenvolvimento Tecnológico (CDT) para Washington, nos Estados Unidos.
O projeto, que já existia, conseguiu sobreviver sem um centro físico até agora por conta de parcerias firmadas em todo o país. O espaço será uma ferramenta de auxílio ao desenvolvimento do ensino na universidade e servirá para promover reuniões virtuais, cursos de extensão e defesa de dissertações, facilitando o acesso a informações fisicamente distantes.
Segundo Bernardo Kepnis, professor responsável pela GDLN na UnB, a missão da rede é “conseguir colocar pessoas juntas, possibilitando a troca de experiências de conhecimento e aprendizado, permitindo que elas ajudem no desenvolvimento social do Brasil, da América Latina e do mundo”.
Stephen Januz, secretário da GDLN Global, ressaltou a importância do Brasil como vetor de disseminação do conhecimento e acredita que o país está no centro da agenda de desenvolvimento social no mundo. Por isso, acredita-se que o Brasil poderá contribuir muito com a rede. “Incontáveis países estão curiosos para conhecer a experiência do Brasil e toda a ajuda que o país pode oferecer em termos de desenvolvimento social”, afirma Han Freters, gerente de prática da GDLN.
Para a UnB, fazer parte da rede é estratégico, já que a rede servirá de suporte tecnológico para a universidade. A vice-diretora do CDT, Ednalva Fernandes, defende que a experiência com a rede global não se restrinja ao CDT. “O mundo está cada vez mais plano; as distâncias, cada vez menores”, comenta.
“É impossível pensar em desenvolvimento sem informação. A UnB tem o compromisso e se empenhará para que a rede cresça, se fortaleça e se estruture. Portanto, o lançamento de hoje é apenas o primeiro passo”, destacou Mário César Ferreira, coordenador do Programa de Iniciação Científica da UnB.