Pesquisadores da Universidade de Brasília receberam R$ 23,7 milhões do edital do Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex). O valor corresponde a 80% do total do edital, financiado com recursos do CNPq e da FAP/DF. Dos R$ 23,7 milhões que a universidade conquistou, R$ 16,1 milhões estão alocados em projetos sob coordenação de professores do Instituto de Ciências Biológicas. Outros R$ 7,5 milhões financiam pesquisas dos institutos de Química, Física e Geociências e das faculdades de Medicina e Agronomia e Medicina Veterinária.
O professor Joel Camargo Rubim, do Instituto de Química, foi um dos contemplados. Ele estuda novos processos e produtos para a indústria da soja e pretende usar parte do dinheiro do Pronex para comprar um equipamento que fará análise de materiais nanoestruturados. “Até então, eu e minha equipe precisávamos viajar até a Universidade de São Paulo para fazer a análise na máquina deles”, conta.
José Roberto Pujol, do Instituto de Ciências Biológicas, planeja a implantação de dois laboratórios na unidade acadêmica. Com a nova estrutura, que vai atualizar as informações disponíveis sobre a fauna do Cerrado, Pujol pretende organizar os dados produzidos desde o século XVIII. “Vamos fazer uma recapitulação dos inventários sobre os animais vertebrados e invertebrados do bioma. Um dos laboratórios será para estudo dos padrões geográficos e outro para analisar a relação de parentesco entre os organismos”, detalha. Veja abaixo a lista de projetos da UnB que foram contemplados.
EXCELÊNCIA Para a decana de Pesquisa e Pós-graduação da UnB, Denise Bomtempo, o sucesso da UnB no edital do Pronex revela o engajamento dos pesquisadores da instituição. “Nós temos uma liderança no DF, alto padrão de competitividade em áreas estratégicas, entre elas a Biologia”, destaca a professora.
O edital do Pronex é aberto a estudiosos de todas as áreas do conhecimento. Porém, o alto valor do recurso atrai professores que precisam de mais verba para tocar suas pesquisas. “O material de consumo dos nossos projetos é muito caro. E não estou falando apenas de equipamentos. Muitas vezes, um reagente custa US$ 5 mil”, exemplifica a diretora do IB, Sônia Nair Bao. A professora também foi contemplada no Pronex por um projeto que busca criar um vírus mutante que mata uma das principais pragas da soja, a lagarta da soja.