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Brasília

UnB possui 327 grupos de pesquisa

Arquivo Geral

27/08/2009 0h00

O número de grupos de pesquisa na Universidade de Brasília está crescendo a cada ano. Até o momento, 327 equipes já estão cadastradas no Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq. O total é 4% maior do que o registrado no ano passado. “A tendência é que o número cresça ainda mais por causa do número de docentes que está aumentando, da implantação e consolidação dos novos campi e dos investimentos da FAP-DF”, ressalta a decana de Pesquisa e Pós-graduação da UnB, Denise Bomtempo.


No início do mês, o CNPq divulgou o último censo do Diretório dos Grupos de Pesquisa, criado para avaliar os potenciais de pesquisa no país. O cadastro de novos grupos pode ser feito a qualquer época e precisa ser certificado pelas instituições de origem. A cada dois anos, o órgão convoca os pesquisadores cadastrados a atualizar as informações sobre as pesquisas realizadas e divulga o censo para o país. O objetivo é avaliar a produção científica da universidade em termos de quantidade e qualidade.


Os dados de 2008 mostram a área está em progresso e no país. Desde 2002, quando o processo se tornou online, a quantidade de grupos registrados aumentou em 50%. Ao todo, há 22.797 grupos cadastrados em 422 instituições de ensino superior brasileiras. O Distrito Federal ampliou o número de grupos de pesquisa desde o último levantamento, realizado em 2006. De 436 passou para 459. O aumento não evitou uma queda no ranking dos estados que mais produzem pesquisa no país. De 9º lugar, o DF passou para 12º. Paraíba, Pernambuco e Ceará conseguiram crescer mais e subiram no ranking.


Crescimento
O censo mostra que o cenário na UnB é positivo para a atividade científica. Em 2006, a UnB possuía 301 grupos cadastrados, 1.739 pesquisadores trabalhando e 1.337 doutores ativos. Em 2008, os números saltaram para 314 grupos, 2.015 pesquisadores e 1.473 doutores. O Decanato de Pesquisa e Pós-graduação já sabe que os grupos estão mais numerosos este ano, passando para 327, mas ainda não sabem precisar quantos pesquisadores e doutores atuam nos projetos.


Até o final deste mês, segundo Denise Bomtempo, serão abertos editais para estimular novos docentes e doutores iniciantes (com até quatro anos de titulação) a se envolverem em projetos científicos.


Ciências Humanas foi a grande área do conhecimento que registrou maior número de grupos de pesquisa – 74 – em toda a universidade. De 2001 para cá, foram criados 44 grupos, que estudam assuntos de áreas como Educação, Psicologia, Antropologia, Ciência Política e História. O professor Estevão Martins, diretor do Instituto de Ciências Humanas da UnB, acredita que o salto estatístico foi influenciado pela mobilização dos pesquisadores em participar do censo.


“Houve a criação de mais grupos de pesquisa a partir de reuniões científicas internacionais, interação entre os estudiosos. Mas há também uma preocupação crescente com a transparência”, diz Estevão. O professor ressalta a implantação de projetos que envolvem mais de uma disciplina. “Os trabalhos abordam a interface entre Literatura, Filosofia e Sociologia, por exemplo, e concretizam a interdisciplinaridade.”


O levantamento do CNPq revelou, ainda, maior participação feminina em grupos de estudo. Há 15 anos, de cada 100 pesquisadores, 39 eram mulheres. Hoje, elas somam 51% dos pesquisadores cadastrados. A professora Beatriz Dolabela, do Instituto de Ciências Biológicas, afirma que a presença de mulheres precisa ser incentivada. “Para nós, a consolidação da carreira é mais complicada, acho que trabalhamos duas vezes mais”, brinca Beatriz, que é finalista do Prêmio Cláudia deste ano, na categoria Ciências. A pesquisadora desenvolveu, por engenharia genética, uma linhagem de bactérias que produzem insulina.


O último resultado do censo do CNPq aponta para a descentralização regional e aumento da quantidade de grupos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Juntas, elas respondem por 28% das pesquisas realizadas no país, 2% a mais que em 2007.

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