Menu
Brasília

UnB investe R$ 122 milhões de recursos próprios em obras

Arquivo Geral

18/09/2009 0h00

O Conselho de Administração da Universidade de Brasília aprovou nesta quinta-feira, 17 de setembro, o Plano de Obras com investimentos de R$ 122 milhões de recursos próprios para cerca de 100 construções. No prazo de três anos e meio serão feitas obras como unidades de ensino, laboratórios e reformas. Algumas delas já estão em andamento com a transformação do Anfieteatro 12, no ICC Norte, em um auditório multimídia.


“A universidade é dinâmica e está viva. Novas demandas vão surgir e serão analisadas em revisões anuais”, afirmou o vice-reitor da UnB, João Batista. O Plano de Obras vai contemplar reforma de banheiros, do Restaurante Universitário, de salas no subsolo do ICC, de laboratórios, além do ambulatório e das Unidades de Terapia Intensiva Neonatal e Pediátrica do Hospital Universitário (HUB).


Os recursos próprios da universidade, somados ao investimento do Reuni e a verbas como da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) totalizam aproximadamente R$ 280 milhões. “Nunca foi aplicado tanto recurso em obras. Este é um marco histórico. Sabemos que ainda não é o suficiente, mas já demos um passo enorme”, ressaltou o decano de Administração e Finanças, Pedro Murrieta.


Reivindicação
Apesar disso, o montante ainda não atende às exigências dos professores que buscam melhores e maiores espaços. Durante a reunião do CAD os docentes reivindicaram verbas para seus departamentos, institutos e faculdades. A chefe do Departamento de Ciência da Computação, professora Célia Ralha, disse que a estrutura no subsolo do ICC não é suficiente para atender a demanda do curso. “Precisamos de 5.800 metros quadrados de área, segundo cálculos da Secretaria de Planejamento, para atender as atividades do curso e o aumento de vagas da expansão. O que foi aprovado em obras não é nem 10% da nossa necessidade”, criticou.


Para fazer a partilha dos recursos a Comissão Ordenadora de Obras estabeleceu critérios de prioridade: alta, média e baixa. No entanto, o decano de Administração aponta que a classificação não influenciará no prazo de entrega, nem na execução. “Todas as obras têm a mesma prioridade, fizemos a separação apenas para dividir os valores que serão empenhados em cada uma delas.”


As cinco unidades prioritárias na lista de investimentos são: Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade, Ciência da Informação e Documentação; Faculdade de Tecnologia, Faculdade de Saúde, Faculdade de Educação e Instituto de Ciências Exatas. O próximo passo será a elaboração de um cronograma de execução das obras com a sequência de prazos e entregas das construções.


“O plano não é uma camisa de força e pode ser rediscutido com a Secretaria de Planejamento”, disse o decano. Ele explicou que a reavaliação será anual e as correções poderão ser feitas atendendo às novas prioridades. A Comissão Ordenadora de Obras é formada pelo decano de Administração e Finanças, professores das faculdades de Direito, de Ciências da Saúde e do Gama, além dos institutos de Ciências Sociais, Ciências Exatas e Artes.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado