A Universidade de Brasília fecha 2009 com uma boa notícia. Nesta terça-feira, 29 de dezembro, último dia para o empenho de obras junto ao governo federal, a UnB recebeu R$ 2,1 milhões do Ministério da Educação (MEC). O dinheiro garante a construção do bloco de salas de aula que ficará na parte Sul, próximo ao Instituto de Biologia. A ação alivia o orçamento de 2010, que começa com folga para empenhar outras obras, como a Praça Maior, que revitalizará o espaço entre a Reitoria e o Minhocão.
Com o subsídio do MEC, a universidade conclui o ano com a execução de 100% do orçamento recebido. Isso significa que todo o dinheiro vindo do Orçamento Geral da União (OGU) e arrecadado pela própria UnB – cerca de R$ 1 bilhão, no total – foram aplicados em pagamento de pessoal e investimentos nos campi. Ano passado, cerca de R$ 28 milhões foram devolvidos ao Tesouro. A verba acabou recuperada este ano com base na Lei Orçamentária Anual (LOA).
Os maiores gastos da UnB este ano ocorreram com a folha de pagamento dos servidores, 80% do total vindo da União. Em 2009, foram cerca de R$ 400 milhões em depósito de salários, sendo R$ 65 milhões para benefícios como o vale transporte. Em segundo lugar, vieram os custos e investimentos, que vão desde a compra de papel higiênico até os gastos com obras. “Foram R$ 200 milhões, boa parte deles vindos do Reuni (plano de reestruturação das universidades federais)”, destacou o decano de Administração, Pedro Murrieta.
O dinheiro arrebanhado pela UnB, a universidade com a maior arrecadação própria do país, pagou o salário dos servidores de fora do quadro, terceirizados e prestadores de serviços. “Também usamos o dinheiro da UnB para o custeio, como água e luz, pois a verba que recebemos da União para esse fim é insuficiente”, comenta o diretor de Orçamento, Fernando Santos. Para 2010, a UnB já conta com um orçamento inicial de R$ 950 mil aprovado.
RECORDE – O orçamento da UnB é executado com base nas despesas da universidade e montado com duas fontes de recursos. A primeira vem pelo OGU, responsável por aproximadamente 70% da quantia administrada pela instituição. A segunda tem origem na arrecadação própria, como, por exemplo, por meio dos serviços prestados pelo Centro de Seleção e Promoção de Eventos (Cespe), o maior arrecadador da UnB.
Em 2009, o montante inicial previsto pelo Ministério do Planejamento no início do ano foi de R$ 776 milhões. No entanto, com as suplementações – verbas do Tesouro investidas ao longo do ano conforme o superávit na arrecadação da União – o total recebido pela UnB ultrapassou a casa do R$ 1 bilhão, o maior da história da universidade. Desse total, R$ 286 milhões vieram dos cofres da instituição.