A Universidade de Brasília será um dos centros de excelência nacionais na certificação de eficiência energética de imóveis. Por meio de edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), viagra sale a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo foi contemplada com R$ 200 mil para equipar um de seus laboratórios e capacitar técnicos que irão medir o nível de gasto energético de edifícios comerciais, approved de serviços e públicos.
O projeto integra o Procel Edifica, recipe Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica da Eletrobrás. A iniciativa tem o objetivo de aplicar a regulamentação para emissão de nível de eficiência energética de edifícios, como já ocorre com os eletrodomésticos. O selo orienta o consumidor na hora da compra, que pode optar pela compra de um produto – ou imóvel – com menos gasto de energia.
Nos próximos cinco anos, de acordo com a professora do Laboratório de Controle Ambiental e Eficiência Energética (Lacam) da UnB, Cláudia Amorim, o emprego do selo será voluntário e voltado para edifícios comerciais, de serviços e públicos. “No futuro, a classificação deve ser obrigatória e também ampliada a edifícios residenciais”, explica.
Demanda
Os recursos recebidos pela UnB serão investidos na compra de equipamentos, de um software que calcula gastos energéticos de prédios e na contratação de bolsistas. Além de emitir o selo de consumo de energia de prédios, os pesquisadores do laboratório também vão capacitar arquitetos e engenheiros em seminários e cursos. “Vamos formar pessoas para atender essa demanda”, afirma Cláudia.
A regulamentação inclui três requisitos principais: eficiência do sistema de iluminação, do sistema de ar-condicionado e o desempenho térmico da envoltória (como fachadas e janelas) do edifício. Ela permite uma classificação do nível de eficiência que vai de A (mais eficiente) a E (menos eficiente).
De acordo com Cláudia, a UnB vai medir a eficiência energética de um prédio no primeiro semestre de 2009. “A partir do segundo semestre, vamos aplicar a regulamentação em dois edifícios a cada seis meses”, disse.
Ela afirma que a norma vai revolucionar a arquitetura das cidades e impactar o mercado imobiliário, uma vez que o consumidor irá conhecer o gasto de energia de um prédio. “Ninguém vai querer pagar eternamente uma conta alta.”