A partir desta quarta-feira (20), um novo sistema de monitoramento eletrônico começa a funcionar dentro do campus universitário da Universidade de Brasília (UnB). A ação contará com a instalação de câmeras de segurança e novos vigilantes. O objetivo é reduzir a violência e aumentar a segurança no local.
A partir de amanhã o campus contará com 15 câmeras fixas e 15 móveis. Elas devem monitorar todos os estacionamentos e os principais acessos à universidade. O sistema de monitoramento conta com a montagem de uma sala técnica para controle de imagens e o sistema funcionará diariamente, por 24 horas.
Pontos de iluminação também foram ampliados e luminárias antigas substituídas. No total, foram investidos mais de R$ 1,35 milhões.
Segundo dados da própria universidade, de janeiro a junho de 2010, foram registrados 42 furtos no interior de automóveis e 13 ocorrências de roubos de carros.
Segundo a prefeitura da UnB, a universidade conta com 120 vigilantes permanentes, 120 terceirizados e 400 porteiros que trabalham em diversas escalas. Em cada turno já são feitas rondas cerca de 150 agentes fazem a ronda pelo Campus.
Na opinião do especialista em segurança, Agenor Neto, usar as imagens das câmaras podem possibilitar facilidades nas investigações policiais. “Até descobrir quem foi o bandido tudo já foi perdido, então conciliar recursos tecnológicos com vigilantes treinados com frequência é ótimo”, explica Neto.
Os vigilantes devem ser profissionais bem treinados e capazes de agir em situações de emergência. Ainda de acordo com o especialista a eficiência da segurança estará garantida se a cobertura do campus garantir a supervisão em todas as áreas, principalmente nas zonas de risco.
De acordo com o prefeito da UnB, Paulo César Marques, o Circuito Fechado de TV será um grande avanço. “Manteremos uma boa comunicação com a polícia”, analisa o prefeito. Marques percebe ainda que a maior dificuldade será a concepção arquitetônica e a cultura da universidade em definir o campus em áreas abertas com livre circulações de pessoas.
A estudante de Pedagogia da UnB, Thaís Freitas, acredita que a ação é um passo para reduzir a criminalidade na universidade, mas que ainda é preciso aumentar o número de vigilantes fora dos blocos. “O campus é muito grande e as câmeras não vão conseguir monitorar as áreas de risco, que são os lugares mais desertos”, conta Thaís.
A estudante relata ainda que, em 2010, uma menina foi estuprada e outra teve os pneus e as portas do carro roubados, em um estacionamento estreito em frente às salas de aula.
Para o especialista a intensificação da segurança na área externa é geralmente ignorada pelas faculdades ao adotarem um sistema de segurança privado. “Essa seria uma falha de planejamento porque essas áreas são perigosas agora, mas daqui a pouco onde não tiver sistema de segurança, vai virar área perigosa”.
Neto defende a criação de um projeto completo e pontual. “Um estudo da planta de todo o local deve ser feita. Em casos de delitos, as saídas devem ser fechadas e a própria circulação de criminosos pode ser evitada com câmeras para captar as placas dos carros que entram por ali”, conclui.