Da Redação,
com Agência UnB
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Cinquentona, como a capital federal, a Universidade de Brasília (UnB) completa cinco décadas de sua fundação na mesma época em que a cidade que a abriga comemora seus 52 anos. Com um passado repleto de histórias e participação nos principais fatos do País, a UnB preparou uma programação especial para marcar a data (veja quadro), além de muitas homenagens.
O antropólogo Darcy Ribeiro é parte fundamental dessa trajetória. O idealizador, fundador e primeiro reitor da Universidade de Brasília acompanhava pessoalmente, no início da década de 60, dia e noite, as obras do campus em Brasília, que leva hoje seu nome. Entre as visitas ao canteiro da construção, despachava em seu gabinete no Ministério da Educação, sede provisória da instituição que se preparava para nascer. De lá, disparava convites a pesquisadores renomados do País para que se integrassem ao projeto inovador de universidade desenhado ali.
As primeiras matrículas ocorreram no dia 16 de abril de 1962, uma segunda-feira. Os 413 alunos que se preparavam naquele instante para iniciar os estudos na instituição que surgiria dali a cinco dias com proposta inovadora de ensino são hoje 31,2 mil somente na graduação. Se contar os cursos de mestrado e doutorado, o número aumenta em 6,3 mil. Os professores, não mais que uma centena naquele primeiro ano, são atualmente 2,3 mil.
O crescimento se deu aos poucos e foi contínuo. Somente de novembro de 2008 a outubro de 2011, foram 57 obras, mais da metade delas concluídas, somando 203,6 mil metros quadrados e investimento total de R$ 215 milhões.
Museu
Apesar do salto, nem tudo o que Darcy Ribeiro e Anísio Teixeira previram saiu do papel, como o Museu da Cultura Brasileira. Em artigo, o professor da Antropologia desde 1969 Roque Laraia revela que este seria o presente que mais gostaria de dar para a UnB neste cinquentenário.
Além disso, foi preciso muito garra para dar continuidade ao projeto. Enquanto máquinas e operários trabalhavam, o campus foi invadido três vezes pela polícia durante o regime militar, perdeu quase 100% de seus professores em consequência de perseguições políticas e viveu a redemocratização com a primeira eleição para reitor em 1985.
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