Prossegue nesta quarta (2/3), o julgamento de um dos réus envolvidos no homicídio do índio José Luis Lopes, conhecido como “Luis Guarani”. O crime, que chocou a população de Ceilândia, aconteceu na madrugada do dia 6/12/2009 quando a vítima teria sido espancada e morta depois de haver sido surpreendida em uma residência.
O julgamento teve início no dia 10/01/2011, mas não pôde prosseguir, pois um dos jurados apresentou problema de saúde que impossibilitou sua permanência na sessão plenária. Foi, então, remarcado para 02/03/2011, a partir das 8h30.
De acordo com a denúncia, Leidiésio dos Santos Lima, vulgo “Pezão”, ao se deparar com o índio em sua casa, teria agredido o rapaz com a ajuda de outras pessoas, entre elas Átila Rodrigues Costa, conhecido como “Tiago”, que sentará nesta quarta no banco dos réus. No decorrer da ação penal, o processo foi desmembrado e, por isso, Átila, que se encontra preso, será julgado separadamente.
Depois das agressões, os acusados teriam colocado a vítima em um carro e seguido até a casa de Artur Vargas, conhecido como “Índio da Prefeitura”. Ao chegarem, pularam o muro e gritaram por ele, mas foram informados pela filha de Artur que o pai não se encontrava. Teriam dito à moça que procuravam seu pai para ver se ele reconhecia outro índio que estaria no carro deles. Em seguida, teriam saído de lá e levado a vítima ao local onde o crime foi efetivamente consumado mediante disparos de arma de fogo.
O MP requereu a pronúncia dos réus como incursos no artigo 121, § 2º, III, do Código Penal, que tipifica o homicídio qualificado por meio cruel, tendo em vista a multiplicidade de lesões praticadas contra a vítima, que lhe causaram intenso e desnecessário sofrimento. O laudo pericial de corpo de delito mostra, inclusive, que um pedaço de madeira foi retirado do crânio da vítima.