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Brasília

Um ano após o triplo homicídio, ainda não há conclusão sobre o caso da 113 Sul

Arquivo Geral

28/08/2010 9h56

Luís Augusto Gomes

luisaugusto@jornaldebrasilia.com.br

 

Passados 365 dias do assassinato do ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e advogado José Guilherme Villela, 73 anos, da mulher dele, a advogada Maria Carvalho Mendes Villela, 69 anos, e da principal empregada do casal, Francisca Nascimento da Silva, 58 anos, o mistério continua. Este mês cinco pessoas foram presas. Apenas a arquiteta Adriana Villela, 46 anos, filha do casal continua presa. Ela é apontada pela polícia como a principal suspeita de ter planejado a morte dos pais. Mas até o momento,  nada se sabe sob os executores do triplo assassinato, ocorrido no apartamento onde as vítimas moravam, no Bloco C, da Quadra 113 Sul.

 

A delegada Mabel Alves de Faria Correa, diretora da Divisão de Homicídios II da Coordenação de Investigações de Crimes Contra a Vida (Corvida), responsável pelo inquérito, suspeita que a motivação do crime seja financeira. Mabel não descarta a possibilidade de Adriana ter inclusive, participado do crime. A delegada acredita na existência de um plano minucioso para executar o ex-ministro, a mulher dele e a empregada, e dificultar a investigação.

 

Foi com base em denúncia caluniosa e fraude processual que a Corvida pediu ao Tribunal do Júri de Brasília a prisão temporária (30 dias) de Adriana Villela, do policial civil José Augusto Alves, 41 anos, da paranormal Rosa Maria Jaques, 61 anos, do marido dela, João Tocchetto de Oliveira, 49 anos, e de Guiomar Barbosa da Cunha, 71 anos, ex-empregada do casal. A exceção de Adriana todos já foram liberados. Na próxima semana, a Promotoria de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deve apresentar parecer sobre o habeas corpus impetrado pela defesa.

 

Para a Corvida, a permanência de Adriana na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, no Gama, demonstra realmente que a arquiteta e os outros quatro vinham atrapalhando as investigações. “Tivemos que refazer toda a investigação feita anteriormente e perdemos muito tempo”, disse a delegada.

 

 

Leia mais na edição deste sábado (28) do Jornal de Brasília.

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