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Brasília

Último dia de desfiles reúne 40 mil pessoas no Ceilambódromo

Arquivo Geral

25/02/2009 0h00

Sentado em uma cadeira de rodas, more about à beira da passarela, site um senhor maranhense de 75 anos se emociona no intervalo do último dia de desfile das escolas de samba do Distrito Federal. Empurrado por uma enfermeira, buy percorre a avenida de ponta a ponta para homenagens. Sozinho, pequeno, mas imponente, João Clemente Jorge Trinta, o Joãosinho Trinta, lembra uma escola de samba. Arrasta legião de foliões, fotógrafos e cinegrafistas. Sua passagem encanta. É aplaudido de pé durante a evolução particular. Forte, doma a emoção enquanto pode.

Samba-enredo da Aruc, não desfila. Prefere assistir a homenagem da pista. Os olhos brilham. E enfim, se rendem ao choro. Enxuga as lágrimas com a mão direita e sorri. Com a esquerda, acena para a plateia. Quase afônico, se esforça para resumir a inesquecível noite no Ceilambódromo. “Só choro no Carnaval. Foi tudo lindo. Impressionante como o Carnaval daqui evoluiu”, elogiou, para em seguida avisar: “Está muito bonito este ano, mas aguardem. Vem aí 2010. Brasília 50 anos”, disse, na “dispersão” rumo ao lar, doce lar, no Lago Norte.

A prova da evolução destacada pelo homem que revolucionou o Carnaval do Rio de Janeiro e foi homenageado, em nome do governador José Roberto Arruda, pelo secretário de Governo José Humberto Pires, é reforçada pela estimativa da Polícia Militar: 40 mil pessoas estiveram nesta terça-feira (24) no Ceilambódromo para acompanhar a disputa de seis escolas pelo título do grupo especial.

Acadêmicos da Asa Norte, Mocidade do Gama, Bola Preta (Sobradinho), Águia Imperial (Ceilândia), Aruc (Cruzeiro) e Aruremas (Recanto das Emas) levantaram o público. Se conquistaram as jurados, as agremiações de elite só saberão nesta Quarta-Feira de Cinzas, a partir das 15h – horário marcado para o início da apuração.

Os 20 jurados do Rio de Janeiro avaliaram dez quesitos: bateria, comissão de frente, samba-enredo, enredo, alegorias e adereços, fantasias, conjunto, evolução, harmonia e mestre-sala e porta-bandeira. Uma escola da divisão principal será rebaixada para o Grupo 1. Por sua vez, a campeã do 1 será promovida à elite. Enquanto isso, duas do 2 sobem para a 1.

Desfiles

A noite começou com o samba-enredo “Astronomia e os Mitos e Lendas do Céu”, apresentado pela Acadêmicos da Asa Norte. Na sequência, a Mocidade do Gama narrou “Hiram Araújo – A História do Carnaval”. Mais tarde, a Bola Preta invadiu o Ceilambódromo com uma súplica “Enviai seus Anjos aos Homens de Boa Vontade”, em defesa do meio ambiente.

Atual dona do título, a Águia Imperial sentiu-se em casa. Contou “A História da Cerveja” e encerrou sua apresentação aos gritos de “é campeã”.

Contra a Águia, um Gavião. Após receber do governador José Roberto Arruda o título de Patrimônio Cultural, a Aruc, do Cruzeiro, entrou na avenida em busca do 29º título apostando no enredo “O Gavião abre as asas para Joãosinho Trinta”. Uma réplica do polêmico carro alegórico da Beija Flor com a imagem do Cristo Redentor, projetado por Joãosinho Trinta e censurado no Carnaval carioca de 1989, chamou a atenção.

Promovida à elite no ano passado, a Aruremas fechou a madrugada com “Hare Aruremas! Hare Índia! Hare Hare!”

Carnaval Família

Presente no Ceilambódromo nas quatro noites de Carnaval, o secretário de Governo José Humberto Pires comemorou a festa pacífica na capital do país. “2009 foi o Carnaval das famílias. É impressionante a quantidade de pais, mães e filhos sentados com segurança nas arquibancadas para se divertir. Quem não pôde vir ao Ceilambódromo não ficou sem brincar. Houve 31 eventos em 24 cidades do Distrito Federal”, destacou, com elogios aos foliões. “O povo de Brasília provou que, embora nossa cidade tenha apenas 49 anos, estamos maduros para receber e promover grandes eventos”.

O secretário de Ordem Pública, Roberto Giffoni, seguiu a mesma linha. “O Carnaval foi um sucesso não só no Ceilambódromo, mas em todas as regiões administrativas do Distrito Federal. E graças a Deus sem violência, sem incidentes graves no raio destinado a diversão e lazer”.

Satisfeita, dona Maria do Carmo Santos levou a família e os parentes que chegaram do Piauí para ver a festa no Ceilambódromo. “Viemos na terça e na segunda. É uma ótima opção para quem não tem dinheiro para ir a Salvador, Rio de Janeiro ou Recife, lugares mais badalados. Sinceramente não me arrependi. Chegamos tranquilos, curtimos o evento com segurança e estamos indo embora em paz. Isso é o mais importante”, comemorou a foliã.

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