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Brasília

Turma Criminal nega habeas corpus a Gengis Keyne, acusado do assassinato de Marco Antônio Velasco

Arquivo Geral

16/01/2009 0h00

Gengis Keyne, discount condenado a 21 anos de prisão por um dos crimes mais chocantes de Brasília – o assassinato do estudante Marco Antônio Velasco, physician de 16 anos, ocorrido em agosto de 1993 -, teve pedido de habeas corpus negado pela 1ª Turma Criminal do TJDFT na ação em que foi condenado a 7 anos de prisão por tráfico de drogas.

Em 2000, após cumprir um sexto da condenação de 21 anos, Gengis Keyne, foi beneficiado pela progressão do regime de pena e obteve liberdade condicional. No entanto, voltou a delinquir, e em 2003 foi preso em flagrante por estelionato e falsidade ideológica, ao tentar comprar um celular com identidade e cheque falsos. Condenado a 7 meses de detenção, perdeu o direito à condicional. Em 28/3/2007, por bom comportamento, foi agraciado com nova progressão de pena e passou ao regime domiciliar no dia 3/4/2007.

Em março de 2008, após denúncia anônima à polícia, Gengis Keyne voltou a ser preso na porta de sua residência por tráfico de drogas. Na ocasião, foi apreendida dentro do veículo que dirigia 246,5 g de maconha e 0,73 g de haxixe, que estavam escondidos no teto, dentro do volante e na luminária interna do automóvel. Em junho, tentou fugir do presídio junto com outros detentos, e em outubro, após relaxamento de prisão obtida em setembro, voltou a ser preso e foi condenado pelo juiz da 1ª Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais do DF a 7 anos de prisão, em regime fechado.

Após a sentença condenatória, a defesa de Gengis Keyne entrou com pedido de habeas corpus no TJDFT, alegando o direito do réu de apelar da sentença em liberdade, já que o condenado faz curso de Direito na UNIP, tem residência fixa e estava sob tratamento psiquiátrico, por apresentar quadro de depressão e síndrome de pânico. O pedido liminar foi indeferido, e a Turma, por maioria, confirmou a decisão na sessão desta quinta-feira, 15/1.

Além da condenação de 7 anos por tráfico de drogas, Gengis Keyne foi condenado também a 7 meses e 10 dias de detenção, em regime semiaberto, pelo 2º Juizado Criminal e de Violência Doméstica, por ameaça e injúria contra frentista de um posto de gasolina no Lago Norte. As duas condenações são de 2008.

Ainda cabe recurso da decisão que denegou o habeas corpus.

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