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Brasília

Tudo indica fatalidade, diz delegado sobre o caso da menina que caiu do sexto andar de um prédio

Arquivo Geral

30/08/2010 17h48

 

O delegado-chefe da 3ª Delegacia de Polícia (Cruzeiro), Aluízio Gonçalves, disse nesta segunda-feira (30) que “Tudo indica uma fatalidade”, no caso da bebê Milena de Moura, que caiu do sexto andar no último sábado. Ele afirmou isso baseado na oitiva de testemunhas e da babá, que cuidava da menina enquanto os pais não estavam no apartamento do Sudoeste.
Segundo o delegado, a recuperação de Milena evolui bem no Hospital Santa Lúcia, mas ele aguarda uma melhora mais significativa para intimar os pais a depor. Até agora, já foram ouvidas todas as testemunhas, os três vizinhos que ajudaram a babá a arrombar a porta do local, o porteiro que ouviu a queda e a própria babá, que apresentou bastante nervosismo em seu depoimento.
 
A pequena Milena Moura, que neste mês de setembro fará três anos, caiu de uma altura média de 20 metros e sobreviveu à queda. Segundo a moça responsável pela bebê na ausência dos pais e o relato dos vizinhos, a babá saiu para dispensar o lixo no próprio sexto andar, quando, por descuido, a criança empurrou a porta que se fechou, só podendo ser aberta por dentro. A partir daí, ela chamou os vizinhos que a ajudaram a arrombar o apartamento, mas não encontraram Milena. Minutos depois, a babá constatou a queda pela única pequena janela da casa, que não tinha tela. Todos os outros cômodos têm o item de segurança, menos aquele escritório. O delegado Gonçalves também observou que a moça apresentava demonstrações de afeto para com a criança, “ela era babá de Milena há sete meses”, disse. 

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