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Arquivo Geral

25/07/2016 7h46

A rodada começou com o Palmeiras três pontos à frente do Corinthians, vice-líder do Brasileiro. Com o empate corintiano no sábado, no Itaquerão, diante do Figueirense, o Verdão poderia, ontem, abrir cinco pontos de vantagem – aqui, o colunista faz um parênteses infelizmente habitual: se a falta de Cássio não merecia cartão vermelho… Aí, ontem, com quase 40 mil pagantes na Allianz Arena, o Palmeiras tinha o Atlético Mineiro diante de si. O time paulista com uma invencibilidade de quatro partidas; o Galo, sem ganhar fora de casa neste Brasileiro. E… Bem, o Atlético Mineiro ganhou e terminou com a alegria palmeirense. O primeiro lugar foi mantido, mas a diferença caiu para dois pontos. Pior para a torcida do Palmeiras, ver um time dirigido por Marcelo Oliveira vencer (mas isso é tema para outro item).

Amor e ódio

Marcelo Oliveira conquistou a Copa do Brasil com o Palmeiras, no fim do ano passado. Há quem diga que só por isso continuou no cargo. Mesmo assim, quando saiu, a torcida do Palmeiras queria matá-lo. Ontem, quando seu nome foi anunciado antes do início da partida, como treinador do Atlético Mineiro, a vaia tomou conta da Allianz Arena. Cuca foi o treinador do Atlético Mineiro na mais importante conquista do clube até hoje, a Libertadores da América. Mas, como no Mundial de Clubes, no Marrocos, anunciou que estava deixando o time, não saiu lá muito bem do Galo. Mesmo assim, ontem, antes do início do jogo, torcedores do Atlético Mineiro manifestavam suas saudades do antigo treinador. No fim da partida Marcelo Oliveira foi novamente vaiado pela galera do Verdão. Cuca não provocava mais saudades nos torcedores do Galo.

Vila olímpica

Frequentei uma Vila Olímpica em minha vida esportiva, foi em Sidney, 2000. Não dormia lá, mas circulava intensamente – cheguei a organizar uma festa de aniversário para Gustavo Kuerten, o Guga, no restaurante da Vila (tive de montar o bolo com os pedaços existentes, porque não fica bolo inteiro, se é que me entendem). Devo dizer que tudo funcionava perfeitamente. Não lembro de ter visto um vaso entupido, uma janela emperrada, nada. Na Vila de Imprensa, onde os jornalistas do Comitê Olímpico Brasileiro (entre eles eu me incluía) dividiam uma casa de dez quartos, tínhamos um banheiro para cada dois quartos, uma sala de espera que também servia de pequena cozinha, televisão em todos os cômodos, ar refrigerado e o restaurante funcionando, 24 horas, perfeitamente. A Vila Olímpica da Rio 2016 abriu ontem. Alguns atletas já chegaram. E a decepção foi enorme. Portas não fecham, banheiros estão entupidos, não há luz em alguns corredores, há grande sensação de insegurança. Começou mal a experiência estrangeira nos Jogos do Rio.

Modo segurança

O Vasco precisou suar um litro certinho para bater, de virada, o Bragantino em São Januário e manter a liderança da Série B do Brasileiro. Liderança que esteve ameaçada com a bela vitória do Ceará sobre o Vila Nova, fora de casa. Fora de casa, também, o CRB ia aprontando mais uma: abriu 2 a 0 no Paysandu, em Belém, mas não resistiu e acabou sofrendo o empate no finzinho do jogo – mesmo assim, manteve a terceira colocação (poderia tomar a vice-liderança do Vozão e encurtar a distância para o Vasco para apenas um ponto). Fecha o G-4 da Segundona, ainda, o Atlético Goianiense, que mesmo derrotado pelo Tupi não perdeu sua posição. Na rabeira, também não aconteceram mudanças: Sampaio Correia, Tupi, Joinville e Bragantino continuam por lá.

Meia limpeza

Tive problemas de saúde recentemente. A primeira coisa que a médica que me atendia fez questão de dizer é que não existe “princípio de pneumonia”. “Ou você tem, ou não tem”, foi a frase que ouvi. É como virgindade. Ou gravidez. Ou se está, ou não. Ontem, o Comitê Olímpico Internacional liberou a Rússia a participar dos Jogos Olímpicos do Rio. Fez questão de dizer, porém, que caberá às federações internacionais de cada esporte avaliar se aceitam ou não os atletas russos. Assim, o pessoal do atletismo está fora, conforme decisão da IAAF. Nas outras… Bem, caberá a cada uma, como se disse, verificar se os russos “estão limpos” ou não. Ou seja: muita discussão ainda vai rolar até que comecem as provas. E certamente novos escândalos (não apenas com os russos) devem surgir até a cerimônia de abertura, no Maracanã, dia 5 de agosto.

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