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Brasília

Trio é preso por parcelar terreno ilegalmente no Recanto das Emas

Arquivo Geral

16/10/2012 20h54

Fiscalização da Secretaria da Ordem Pública e Social (Seops) flagrou nesta terça-feira (16) o início de um condomínio irregular na área rural conhecida como Águas Quentes, no Recanto das Emas. Três homens acusados de serem os responsáveis foram autuados em flagrante pelo crime de parcelamento irregular do solo, na Delegacia Especial do Meio Ambiente (Dema). Entre eles um corretor de imóveis, um empreendedor e outro homem que se dizia proprietário da área. O lucro do grupo chegaria a R$ 1 milhão. O flagrante faz parte das ações do Comitê de Combate ao Uso Irregular do Solo.

 

Com os suspeitos foram encontrados mapas, anúncios e documentos. O condomínio contaria com 41 lotes divididos em um terreno de 10 hectares. Ainda não foi identificada se a área é a pública. Do total das frações, 26 seriam de 2,5 mil metros quadrados, 12 de 800 metros quadrados e três maiores, de cinco mil metros quadrados. Em um dos anúncios recolhidos o corretor divulgava o preço de R$ 35 mil em um lote de 2,5 mil metros quadrados. O dobro desse tamanho chegaria a R$ 60 mil.

 

As investigações ocorreram desde ontem (15), quando uma equipe de vigilância da Seops percorria o local como de rotina e percebeu alguns piquetes que demarcavam o terreno. Ao voltarem à área nesta terça, os homens foram encontrados e confessaram aos agentes que pretendiam parcelar o terreno de forma irregular.  Com o flagrante, os acusados podem pegar de um a cinco anos de prisão e devem pagar multa de dez a cem salários mínimos.

 

Um basta na grilagem de terras

 

Neste mês outros dois casos de grilagem de terras foram desmantelados pela Seops em conjunto com a Dema. Um deles na região do Altiplano Leste, no Paranoá, no dia 11. Nove pessoas foram conduzidas à delegacia por tentarem implantar um condomínio irregular. O grupo utilizava produtos químicos para destruir a vegetação local. O outro caso ocorreu às margens da DF 290, em Santa Maria, no dia 08. Dois corretores foram conduzidos à delegacia por tentarem vender 116 lotes localizados em área particular e pública, na faixa de domínio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER). O empreendimento renderia até R$ 32 milhões. 

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