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Brasília

Trio é condenado por matar servidor público em frente a escola no Guará

Arquivo Geral

27/04/2016 18h29

Pouco menos de três meses após o crime, os acusados de matar o servidor público Eli Roberto Chagas foram condenados pela Justiça na noite desta quarta (27). O homem foi vítima de latrocínio — roubo seguido de morte — em 2 de fevereiro, enquanto aguardava os filhos na porta de escola no Guará II.  

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O único a confessar o crime, Filype Espíndola de Azevedo, 22,  foi condenado a 34 anos e dez meses de prisão. A pena de Milton Espíndola de Azevedo, irmão de Filype, é de 27 anos e 4 meses, a mesma de Márcio Marçal.

Audiência

A audiência de instrução e julgamento do caso, realizada pela Vara Criminal e do Tribunal do Júri do Guará, teve início às 10h15 desta quarta (27).

Durante o depoimento, Filype afirmou que o primeiro crime que realizou no dia foi o roubo de um veículo, um Gol vermelho, e, logo depois, levou o automóvel para a Candangolândia. Lá, ele teria saído com um outro carro que também é de um dos acusados e chamou um conhecido, menor de idade, para ir ao Guará. Momentos depois, a vítima Eli Roberto, que aguardava a saída do filho da escola, acabou sendo assassinada.

Ainda durante o depoimento, o acusado contou que, ao abordar a vítima, ele pediu que ela se afastasse, o que não aconteceu. Segundo Filype, ele atirou após ficar com medo da reação de Eli. Depois do latrocínio, o acusado, então, teria deixado o veículo na região do SOF Sul. 

Milton Espíndola de Azevedo, irmão de Filype, negou envolvimento em todos os crimes. Ele afirmou que estava em Ceilândia, onde mora, no dia do latrocínio. Também em depoimento, ele contou que Filype teria confessado a ele que tinha se metido em confusão, mas sem chegar a dizer do que se tratava. Milton ainda relatou que não estava presente no roubo dos carros e acredita que os crimes foram atribuídos a ele por se parecer muito com o irmão.

O terceiro acusado, Márcio Marçal, também negou envolvimento em todos os crimes. Esclareceu que, na época dos crimes, morava com sua esposa e com o outro réu, Filype. Contou, também, que, no dia dos fatos, ele teria saído com a mulher e deixado o carro em casa. Somente ao retornar, Márcio teria sido informado de que Filype tinha saído com o seu automóvel. 

Em depoimento, o delegado-chefe da 4ª Delegacia de Polícia (Guará II), Rodrigo Larizzatti, contou que, ao analisar as imagens, constatou que o réu não tinha motivo para atirar e questionou a motivação. Carlos Diniz de Sousa, também delegado da 4ª DP, informou que Filype teria sido deixado no local do latrocínio por um carro, que não aparece nas imagens. Ele afirmou que foi uma “cadeia de lógica” até chegar aos acusados. Segundo ele, a polícia teve uma informação anônima de que os três moravam na mesma casa, em Valparaíso (GO). 

Durante o dia, outras quatro testemunhas foram ouvidas de forma sigilosa. Também foram ouvidos dois agentes de polícia.

No dia 18 de fevereiro,  em julgamento realizado no Núcleo de Audiência de Custódia – NAC, foi mantida a prisão dos acusados, todos presos em flagrante pela prática, em tese, do crime tipificado no artigo 288 do Código Penal, associação criminosa para prática de roubos. Nesse dia, a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva. Os acusados também tiveram a prisão temporária decretada no processo decorrente do inquérito policial IP nº 43/2016, que apurou o crime de latrocínio cometido contra Eli Roberto.

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