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Brasília

Tribunal do Júri de Brasília decide se médico vai a julgamento popular

Arquivo Geral

16/06/2010 16h49

Começou às 9h desta quarta-feira (16), a audiência de instrução do caso Lucas Seixas Doca Júnior. O Tribunal do Júri de Brasília vai ouvir 16 testemunhas do processo, além do próprio réu, que será o último a falar. A sessão não tem previsão de horário para terminar. O médico é acusado dos crimes de homicídio com dolo eventual – aquele em que se assume o risco pela morte do outro – e falsidade ideológica.

 

Histórico do caso

O cirurgião Lucas Seixas Doca Júnior é acusado pela morte de Maria Alves da Silva, então com 37 anos, em 2008. Ela faleceu após uma cirurgia bariátrica realizada pelo médico. A Promotoria de Justiça Criminal de Defesa dos Usuários dos Serviços de Saúde (Pró-Vida) acusa o médico de omissão e de ter falsificado documentos para justificar a cirurgia de redução de estômago na vítima.

 

O cirurgião garante que tem provas irrefutáveis de sua inocência e afirma que a paciente foi avaliada e liberada para a operação por uma equipe multidisciplinar. Ele afirma que a mulher apresentava quadro clínico compatível com a indicação de gastroplastia videolaparoscópica de Capella Volpe.

 

O Ministério Público, no entanto, acusa o médico de ter alterado a ficha de evolução médica da paciente, para justificar a cirurgia. Segundo a denúncia, ela foi iludida a pensar que teria obesidade mórbida e se submeteu a um procedimento médico, sem necessidade. O MP também acusa o cirurgião de falsidade ideológica porque ele teria incluído, sem permissão, dados de outro profissional em sua dissertação de mestrado apresentada na Universidade de Brasília e defendida em 13 de junho de 2003. Lucas Seixas disse que tudo não passou de uma confusão.

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