A triatleta Rachel Furtado, de 46 anos, morreu após passar mal na manhã deste sábado (12), depois de participar de um treino de corrida no Parque da Cidade, em Brasília. Ela sofreu uma parada cardiorrespiratória, chegou a ser reanimada e transportada para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran), mas teve novas paradas cardíacas na unidade e não resistiu.
Rachel havia treinado com um grupo do qual fazia parte havia pouco tempo. Segundo o oncologista Fernando Sabino, que integrava a equipe e participou do socorro, após o fim do percurso coletivo, a atleta decidiu correr mais um quilômetro sozinha.
Depois de concluir o trajeto, avisou que iria até o carro buscar o celular. Pouco depois, foi encontrada desacordada entre os veículos. Sabino constatou que ela estava sem pulso e iniciou as manobras de reanimação com o auxílio de dois policiais.
O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) foi acionado às 8h49. De acordo com o médico, Rachel apresentava uma arritmia, identificada como fibrilação ventricular. Após cerca de 30 minutos de atendimento, ela foi levada de helicóptero para o Hran e voltou a apresentar pulso durante o socorro. No hospital, entretanto, sofreu outras duas paradas cardíacas e morreu. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que Rachel chegou à unidade em parada cardiorrespiratória e recebeu atendimento imediato da equipe médica.
Além da trajetória no esporte, Rachel era sócia e diretora de Relações Institucionais do Feliciência, instituto voltado a cursos sobre saúde mental e felicidade no ambiente de trabalho.
Ela era sobrinha de Carla Furtado, professora e fundadora da instituição, que morreu há três anos após sofrer um acidente vascular cerebral. Depois da morte da tia, Rachel assumiu a continuidade do projeto ao lado de Jenyfer Steidl. Em homenagem, o instituto lamentou a perda e destacou que Rachel deu sequência ao legado de Carla com “propósito e entrega de alma”.