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Brasília

Treze escorpiões encontrados perto de escola onde morreu criança

Arquivo Geral

19/04/2013 8h00

 

 

A morte de um menino de um ano e cinco meses,   picado por um escorpião, assustou os moradores da  QE 19 do Guará II. Na quadra funciona a creche onde aconteceu o incidente. Com o assunto em voga, a Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival) vistoriou a área ao redor e encontrou nada menos do que 13 escorpiões, que habitavam caixas de esgoto da região.

 

Apesar da grande quantidade de aracnídeos , Kênia Cristina Oliveira, gerente de Vigilância de Vetores e Animais Peçonhentos da Dival, afirmou que ainda não haviam sido registrados outros casos em 2013. “ Nos últimos três anos não houve qualquer registro de óbito no DF”, disse.

 

 

Embora  a morte seja considerada    um caso isolado, o contato de crianças com esse tipo de animal não é tão incomum. De acordo com o Centro de Informações Toxicológicas (CIT) do DF, de janeiro a novembro de 2012, dos 48 atendimentos  a menores devido a picadas de escorpião, quase 60% envolveram meninos ou meninas entre um e quatro anos.

 

 

Segundo levantamento  referente  ao primeiro trimestre deste ano, 190 vistorias foram feitas pela Dival e 130 escorpiões foram recolhidos. A Asa Norte foi a campeã de registros, com 26,  seguida por Sobradinho (18) e Asa Sul (15).  Com a ação no Guará, é provável que a cidade passe à frente nesta estatística.  “Eles surgem na rede  de esgoto e elétrica. Em  prédios,  o acesso   é por tomadas mal colocadas. Eles não são atingidos pela eletricidade”, diz Kênia.

 
 
O procedimento ideal em casos de picada de escorpião ou qualquer outro bicho venenoso é procurar um hospital público o mais rápido possível. A distribuição de soros é feita primeiro pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o que pode garantir tratamento mais veloz.
 
 
Para evitar que a situação chegue a esse ponto, porém, é possível tomar medidas de prevenção. A principal é lacrar ou gradear aberturas por onde a rede de esgoto ou elétrica se conecte a casas ou apartamentos.
 
 
Não existe dedetização que atinja diretamente escorpiões, mas o prato preferido do cardápio deles é barata. Assim, a medida pode fazer com que os aracnídeos não apareçam. É recomendável cobrir frestas de portas e janelas e, principalmente, evitar acúmulo de entulho.
 
 
Saiba mais

Os escorpiões são os animais peçonhentos de maior ocorrência no DF, superando as cobras, que costumam aparecer  no ambiente rural.
 
Existem cerca de 1,6 mil espécies de escorpião catalogadas, mas apenas 25 podem causar envenenamento, o que representa menos de 2%.
 
 A espécie responsável pela morte  no Guará é a Tityus serrulatu, conhecida como “escorpião-amarelo”.
 

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