
A morte de um menino de um ano e cinco meses, picado por um escorpião, assustou os moradores da QE 19 do Guará II. Na quadra funciona a creche onde aconteceu o incidente. Com o assunto em voga, a Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival) vistoriou a área ao redor e encontrou nada menos do que 13 escorpiões, que habitavam caixas de esgoto da região.
Apesar da grande quantidade de aracnídeos , Kênia Cristina Oliveira, gerente de Vigilância de Vetores e Animais Peçonhentos da Dival, afirmou que ainda não haviam sido registrados outros casos em 2013. “ Nos últimos três anos não houve qualquer registro de óbito no DF”, disse.
Embora a morte seja considerada um caso isolado, o contato de crianças com esse tipo de animal não é tão incomum. De acordo com o Centro de Informações Toxicológicas (CIT) do DF, de janeiro a novembro de 2012, dos 48 atendimentos a menores devido a picadas de escorpião, quase 60% envolveram meninos ou meninas entre um e quatro anos.
Segundo levantamento referente ao primeiro trimestre deste ano, 190 vistorias foram feitas pela Dival e 130 escorpiões foram recolhidos. A Asa Norte foi a campeã de registros, com 26, seguida por Sobradinho (18) e Asa Sul (15). Com a ação no Guará, é provável que a cidade passe à frente nesta estatística. “Eles surgem na rede de esgoto e elétrica. Em prédios, o acesso é por tomadas mal colocadas. Eles não são atingidos pela eletricidade”, diz Kênia.