Dona do segundo maior santuário do Brasil, Brazlândia deu início às festividades da 20ª edição da Festa da Mãe com o Filho. O maior símbolo religioso do evento, a imagem de Nossa Senhora de Fátima, veio de Portugal e chegou de helicóptero. A santa arrastou milhares de fiéis em peregrinação pelas ruas da cidade, até o Santuário Menino Jesus de Praga. Foram cinco quilômetros de oração e fé.
A imagem chegou às 18h. Na sequência, uma missa foi celebrada pelo arcebispo de Brasília, dom Sérgio da Rocha. O primeiro dia de festa foi encerrado com um show evangelizador. Segundo a organização do evento, até amanhã, quando acontecem as últimas celebrações no local, a festa reunirá entre 20 mil e 25 mil pessoas.
O Santuário Menino Jesus é o maior do DF e só perde, no País, para a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, localizada na cidade de Aparecida, no interior de São Paulo. O lugar acomoda seis mil pessoas sentadas e um total de 12 mil fiéis por missa. Foi construído há 39 anos e há dez começou a ser reconstruído para poder receber a Festa da Mãe com o Filho, que já se tornou evento tradicional de Brazlândia e está no calendário oficial de comemorações do DF.
Preparação
A preparação para receber Nossa Senhora de Fátima começou há uma semana, com o Cerco de Jericó – uma campanha de sete dias e sete noites de oração, com o objetivo de derrubar as “muralhas” e conseguir uma vida mais santa, segundo os religiosos. Padre Amadeu, responsável pelo santuário, explicou que este período que antecede a festa mobiliza toda a cidade e serve para a adoração do Santíssimo Sacramento. “É um momento onde a Virgem Maria, como mãe, faz um gesto de carinho, acolhe e leva o fiel para a sua casa, num sentimento de família”, explicou o padre.
Nossa Senhora de Fátima é conhecida pelos fiéis por ser generosa, acolhedora e poderosa. As histórias dão conta de aparições e milagres. Mesmo quem ainda não obteve glória alguma garante que a força da santa é grande. “Os pedidos eu faço a toda hora, mas, na festa, deixo para agradecer”, contou a comerciante Lêda Maria, 54 anos. Ela tem uma loja de artigos religiosos em Brazlândia e todos os anos monta uma barraca na festa. A mobilização, porém, é pela fé. Entre terços, imagens, bíblias e anjos, Lêda conta que quer participar da festa. “Até porque o lucro nem é grande”, diz.