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Brasília

TRE-DF abre campanha para regularizar a biometria

O foco está nos eleitores que têm entre 18 e 25 anos, e se cadastraram entre 2020 e 2022, período em que a coleta biométrica ficou suspensa devido à pandemia

Redação Jornal de Brasília

17/09/2025 20h24

Foto: Marcello Casal Jr./Arquivo Agência Brasil

Foto: Marcello Casal Jr./Arquivo Agência Brasil

Larissa Barros

O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) deu início a uma campanha para incentivar os eleitores a regularizarem a biometria. A iniciativa tem como objetivo reforçar a segurança do voto, garantir mais agilidade no processo de identificação e, consequentemente, reduzir as filas no dia da eleição. O foco principal está nos eleitores que se cadastraram entre 2020 e 2022, período em que a coleta biométrica ficou suspensa devido à pandemia.

Segundo o Tribunal, até 16 de setembro de 2025, 151.092 eleitores do Distrito Federal ainda não realizaram o cadastro biométrico, o que corresponde a 6,97% do eleitorado da capital. A meta da campanha é alcançar todos esses cidadãos e assegurar que possam participar plenamente das eleições de 2026.

Para facilitar a regularização, o atendimento está disponível na Central de Atendimento ao Eleitor, inaugurada recentemente na sede do TRE-DF, no Setor de Indústrias Gráficas (SIG). O serviço é gratuito e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

De acordo com a Assessoria de Comunicação do Tribunal, a expectativa inicial é que ao menos 10% desse público, o equivalente a mais de 15 mil eleitores, compareça para atualizar a situação. “Estamos preparados para atender a essa demanda e a um volume ainda maior de pessoas. Apenas na nossa Central de Atendimento ao Eleitor temos capacidade para realizar cerca de 360 atendimentos por dia, ou 36 mil por mês, o que garante um serviço ágil e sem longas esperas”, afirma a Assessoria de Comunicação.

Além da estrutura de atendimento presencial, o TRE-DF adotou um projeto piloto de busca ativa, em que eleitores prioritários estão sendo contatados diretamente. Dessa forma, alguns cidadãos podem receber mensagens oficiais convocando-os a comparecer à Central para regularizar a biometria.

O Tribunal alerta ainda que a não regularização do título pode gerar consequências importantes, como a impossibilidade de emitir identidade e passaporte, restrição no acesso a benefícios sociais do governo federal, impedimento de matrícula em universidades públicas, além da proibição de tomar posse em cargos públicos. O eleitor irregular também fica impossibilitado de votar nas próximas eleições.

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