Marina Marquez
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O Distrito Federal é uma das unidades da Federação com situação mais precária no que diz respeito ao atendimento à saúde mental de crianças e adolescentes. Não há um local de atendimento emergencial adequado, não há serviço de internação, os hospitais regionais não possuem leitos especiais para o tratamento psiquiátrico e a fila de espera para consultas no Centro de Orientação Médico Psicopedagógico do DF (COMPP) chega a um ano, dependendo da especialidade.
“A situação é precária. São poucos profissionais, muita demanda e um atendimento que não resolve. É feito o acolhimento dessas crianças, mas a fila de espera para as consultas se estende por meses”, afirma a psicóloga da Promotoria de Defesa da Infância e Juventude, Flávia de Araújo Cordeiro. A dificuldade, segundo ela, acaba resultando em abandono e violência. “Muitos desses jovens que não são tratados como deveriam acabam indo para as ruas e comentendo infrações, assim acabam confundidos com marginais quando a solução estaria em um tratamento do problema psiquiátrico têm”.
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