Ana Paula Andreolla
ana.fernandes@jornaldebrasilia.com.br
Os usuários que dependem dos transportes oferecidos pela Cootarde, cooperativa de micro-ônibus que faz a linha entre Santa Maria, Gama e Ceilândia, se surpreenderam com a paralisação relâmpago de funcionários da empresa, na manhã de ontem. O motivo é que os 900 funcionários da cooperativa estariam sem receber o salário de janeiro, e o pior é que quatro das outras cinco cooperativas de micro-ônibus do Distrito Federal estão na mesma situação e também ameaçam parar de rodar a qualquer momento.
Para agravar ainda mais a situação, há aquelas cooperativas de micro-ônibus que estão à beira de um colapso, correndo, inclusive, o risco de pararem de circular definitivamente no DF. É o que afirma o presidente da Associação das Cooperativas de Transporte do DF, Marcos José Alves Pinto. Segundo ele, alguns ítens que não foram cumpridos, estabelecidos no edital que substituiu as vans pelos micro-ônibus, em 2007, podem levar pelo menos três cooperativas à falência ainda esse ano. “A qualquer momento três cooperativas podem parar e não voltar mais. E as outras não estão em situação muito melhor.”
De acordo com Marcos Pinto, a substituição das vans pelos micro-ônibus no DF deixou de ser vantajosa para os empresários depois que foram feitas algumas alterações no que previa o edital. Segundo o presidente, os então empresários de vans aceitaram fazer a substituição com a garantia de que a passagem cobrada pelos micro-ônibus seria de R$ 2, mas já no momento em que começaram a circular, a taxa estipulada pelo governo foi de R$ 1, subindo para R$ 1,50 nos anos seguintes. “Com esses valores, as cooperativas já estão com deficit desde que começaram a circular. Isso resulta em dívidas enormes e justifica o problema financeiro que muitas estão enfrentando.”
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