Patrícia Fernandes
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No quarto dia de intervenção do Grupo Amaral, as polêmicas seguem a todo vapor. Durante a manhã, aproximadamente 200 moradores de São Sebastião se reuniram na entrada da cidade para manifestar contra a falta de ônibus e o descaso das empresas com os horários. Outro fato marcante foi a denúncia de que Dalmo Amaral, pai do dono do Grupo Amaral, Valmir Amaral, teria ameaçado de morte o governador Agnelo Queiroz e seu vice Tadeu Filippelli.
Na garagem da Rápido Brasília, em São Sebastião, a cena se repete. Dos 56 ônibus existentes na frota, 36 não saíram da garagem. De acordo com funcionários que estavam no local, mecânicos já deram início ao trabalho de manutenção e reparo dos veículos.
Mudança
Em meio ao caos, alguns acontecimentos parecem dar forma ao processo de mudança. Hoje, uma quantidade expressiva de peças para a manutenção dos veículos chegou à garagem da Transportes Coletivos de Brasília (TCB). Entre os itens, mais de 30 mil litros de óleos lubrificantes e peças de embreagem. Na segunda-feira, mais 30 veículos devem estar circulando.
Enquanto isso, revoltados com a precariedade e descaso com o transporte público do DF, manifestantes ficaram na frente dos carros e utilizaram pedaços de madeira para impedir a passagem dos veículos. O congestionamento atingiu quatro quilômetros. As principais reclamações dos moradores são em relação ao tempo de espera dos ônibus. Os líderes do movimento avisaram que se a situação não mudar, haverá mais protestos na segunda-feira.
Ameaça
A informação de que o pai do dono do Grupo Amaral teria feito ameaças de morte ao governador Agnelo e ao seu vice foi confirmada pelo coronel Rogério Leão, secretário da Casa Civil, responsável pela segurança do governador e demais autoridades. Elas teriam sido feitas logo depois de o GDF assumir o controle de três empresas que prestam serviço ao transporte público do Distrito Federal.
Apesar da gravidade da questão, o fato não foi motivo de pânico para os protagonistas da história, conforme afirmou o coronel Rogério Leão. “Estamos tratando o caso com a tranquilidade que ele merece. Nossos padrões de segurança segue os moldes da Presidência da República e estamos preparados para tudo”, assegurou.
Segundo o coronel, qualquer tipo de ameaça é passível de punição. “Não importa se a agressão é verbal ou física. De qualquer forma é considerado crime e o responsável será punido no rigor da lei”, afirmou.
O Jornal de Brasília tentou contato com o empresário Valmir Amaral durante todo o dia, mas não obteve sucesso.