Dentro de 40 dias, a licitação do transporte público do DF deve estar concluída. Já a frota de ônibus deve ser totalmente trocada até setembro – caso não haja intervenções judiciais. Ontem, foram anunciadas as três empresas habilitadas a continuar o certame.
A Secretaria de Transportes fará hoje a abertura dos envelopes com as propostas das empresas interessadas em operar no DF. A pasta anunciou ontem que a empresa paulista Viação Piracicabana, que havia sido suspensa preventivamente, foi reintegrada à disputa após comprovar que estava em dia com a Justiça e com todos seus débitos com o Governo Federal e funcionários.
Nesta fase de hoje, as empresas Auto Viação Marechal e HP-ITA poderão disputar as três bacias restantes (1, 3 e 4). Porém, caso não haja irregularidades nas propostas abertas hoje, automaticamente a perdedora da Bacia 3, primeira a ter os envelopes abertos, ficará com a Bacia 4, deixando para a Viação Piracicabana a Bacia 1. Isso porque a empresa vencedora de cada um dos certames não pode disputar o outro, uma vez que a legislação não permite que uma empresa tenha mais que 25% do mercado.
De acordo com o secretário José Walter Vasquez, depois de assinado os contratos, as empresas terão seis meses para colocar nas ruas a nova frota. Porém, a Secretaria de Transportes é mais otimista e acredita que até meados de setembro os novos carros já estejam todos nas ruas.
Atualmente são feitas 1,2 milhão de viagens por dia. A tendência, segundo José Walter, é que essa quantidade seja ampliada à medida que aumente o número de corredores exclusivos para ônibus.
A expectativa é que a partir da inserção dos novos veículos todos estejam inclusos no sistema de bilhetagem única, incluindo a integração com o metrô.
Uma das preocupações dos trabalhadores do transporte público do DF é que as empresas não contratem quem já está no mercado local. O GDF se comprometeu a fiscalizar de perto a contratação dos que já estão aqui, mas acredita que será inevitável que mão de obra especializada, como a de mecânicos, não tenha uma queda no número de postos, já que todos os carros serão novos e o trabalho será menor.
Em relação à frota atual, o número de veículos terá queda. Os aproximadamente 3,9 mil em circulação passarão para cerca de três mil, contados os carros de cooperativas licitados em 2008.
A expectativa é de que a renovação resolva os problemas atuais, que nem mesmo a intervenção do governo têm conseguido sanar. Há um mês, o GDF assumiu a gestão do Grupo Amaral, devido a uma série de irregularidades.