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Brasília

Trânsito no DF mata menos

Arquivo Geral

09/04/2010 10h03

O trânsito do Distrito Federal tem matado menos. Uma combinação de fatores, entre eles a implantação da Lei Seca, o aumento na fiscalização e o aumento da frota no Distrito Federal, que reduz a velocidade média dos carros nas vias, fez com que caísse o número de acidentes com mortes nos últimos três anos. Em 2009, por exemplo, 422 pessoas morreram no trânsito, 7,4% a menos que em 2008, e 9,6% a menos que 2007. No que diz respeito aos acidentes com vítimas fatais, a queda nos últimos dois anos foi de 8,85%, a quarta melhor na última década.
Para o gerente de Fiscalização do Departamento de Trânsito do DF (Detran), Silvain Fonseca, os números são extremamente positivos, principalmente se considerados o crescimento da frota e da população nos últimos anos. “Nossas avenidas ganham cerca de cem mil veículos e 250 mil novos condutores habilitados por ano. Com a fiscalização intensa, mesmo com o pouco efetivo, temos conseguido alcançar as pessoas antes delas se envolverem nos acidentes”, afirma.
Só em 2009 o Detran e a Polícia Militar realizaram mais de 900 mil abordagens em locais estratégicos. Para montar as blitze, os 900 agentes de trânsito avaliam o perfil do condutor, idade e horário que mais acontecem acidentes. E o local tem grande influência no trânsito, de acordo com Fonseca. “Quando falamos em blitze, a Lei Seca faz toda a diferença. Com medo de ser abordado, o condutor toma mais cuidado, mesmo que seja só para não pagar multa e ter o carro retido”, diz.
Ceilândia é a cidade onde acontece a maioria dos acidentes fatais, desde 2007. Só no ano passado 28 pessoas morreram na cidade, seguida de Brasília, com 19 mortes em acidentes de trânsito. O representante comercial Antônio Eustáquio, de 53 anos, não estranha que Ceilândia tenha esta triste liderança. “Dirijo pelo DF todo, pelo trabalho, e aqui realmente a imprudência é grande. O trânsito parece mais complicado, como se a educação fosse reduzida. Sem contar a falta de infraestrutura, com faixas apagadas e cruzamentos sem sinalização”, afirma.
Para o especialista em trânsito da Universidade de Brasília (UnB) Paulo César Marques, a questão de Ceilândia vai além. “É preciso pensar em proporção e, comparada a Brasília, Ceilândia tem uma população maior, ou seja, tem mais pedestres e mais gente na rua vulnerável no trânsito”, revela o especialista.

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