Carlos Carone
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Distante da área central de Brasília mas com problemas semelhantes, a região conhecida como Areal, localidade incorporada à Águas Claras, sofre com uma explosão do tráfico e consumo de drogas. Em plena luz do dia, homens e mulheres movimentam o comércio ilegal em diversos pontos e sem se preocupar com a polícia. De forma sigilosa, pelo menos 30 traficantes que dominam a área são monitorados pela Polícia Civil. A ação dos criminosos e os principais pontos de venda fazem parte de um relatório reservado, produzido pela Divisão de Inteligência Policial (Dipo).
Análises de vínculo criminais traçaram a relação entre os suspeitos e definiu quem são os fornecedores, distribuidores e revendedores. O carro-chefe dos traficantes é o crack, droga de efeitos devastadores e que vicia em apenas uma semana. Em razão do baixo valor, a droga é comprada, em sua maioria, por moradores e rua. Alguns viciados que alimentam o tráfico no Areal passam as noites no Albergue Conviver.
De acordo com as investigações, as áreas onde se baseiam boa parte dos criminosos são as quadras ímpares QS 09, e o conjunto A da QS 11. Já na parte par, o tráfico é comum nas QS 06 e 08, e, principalmente, em uma praça pública na QS 10. As transações são encobertas pela vegetação que existe na praça. “Até as copas das árvores são usadas para esconder droga. Todo mundo sabe. A sensação de insegurança é grande. A polícia precisa fazer alguma coisa para acabar com isso”, disse um morador que vive próximo a praça e que teve medo de se identificar.
O trabalho de monitoramento aos traficantes também identificou como funciona a ação para escoar a droga na região. Alguns moradores de rua, que também guardam veículos em determinados estacionamentos, são recrutados para comercializar a droga. Dependendo do desempenho, alguns deles chegam a ganhar R$ 30 por dia cada. Quando são abordados pela polícia, os suspeitos dizem que estão trabalhando distribuindo panfletos em sinais.
Circulando pela cidade, principalmente em terrenos baldios e em construções abandonadas, é possível ver grupos consumindo a droga em qualquer hora do dia e da noite. O Jornal de Brasília registrou imagens de pessoas que utilizam um galpão abandonado para se reunirem.
Leia íntegra desta matéria na edição deste domingo (6) do Jornal de Brasília