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Brasília

Traficantes loteiam o Distrito Federal

Arquivo Geral

13/09/2010 8h24

 

Carlos Carone

carone@jornaldebrasilia.com.br

 

Antes considerado provinciano e desorganizado pelas autoridades, o tráfico de drogas que ocorre no Distrito Federal começou a ganhar contornos de grupos estruturados, que mantém intensa comunicação entre as facções e definem a área de atuação de cada quadrilha, além do tipo de droga a ser comercializado. Para evitar um nível de organização que pode se tornar irreversível, a Polícia Civil mapeou a ação dos bandos, que possuem quartéis-generais fincados em pontos estratégicos na cidade de Ceilândia.

 

 

Um mapeamento feito por investigadores da 24ª Delegacia de Polícia (Setor O) identificou que a região foi dividida irmãmente pelas quadrilhas. Para um grupo não interferir no mercado do outro, o tipo de droga a ser comercializada também foi pré-determinada pelos traficantes. De acordo com o levantamento, obtido com exclusividade pelo Jornal de Brasília, nas quadras 01, 03, 05 e 07 é possível encontrar apenas o tráfico de cocaína.

 

crack

Já nas quadras pares, 02, 04 e 06, a droga que predomina é o crack, tendo sido encontrados, inclusive, laboratórios usados para o preparo das pedras, que são feitas a partir da pasta base de cocaína. Na outra ponta do Setor O, nas quadras 9, 11, 13 e 15, é mais fácil encontrar os chamados “vapores”, empregados de tráfico que tem como principal objetivo rodar pela região e esvaziar os bolsos carregados com trouxinhas de maconha. O “vapor” precisa ficar em movimento para vender a maior quantidade de droga no menor tempo possível e sem levantar as suspeitas da polícia.

 

Leia mais na edição desta segunda-feira (13) do Jornal de Brasília.

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