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Brasília

Trabalhos da PMDF de voltam à normalidade

Arquivo Geral

10/02/2014 7h40

A resistência dos policiais militares a  conduzirem as viaturas da corporação durou menos de 24 horas. Um dia depois de o Comando-Geral da Polícia Militar publicar a Portaria 893, que reconhece os cursos de formação dos militares como equivalentes aos de especialização exigidos pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), a rotina do patrulhamento com os carros oficiais dos batalhões da PM voltou ao normal.

Ainda houve ontem uma tentativa de continuar com o movimento. Um advogado ingressou com um pedido de habeas corpus, na Vara de Auditoria Militar do DF, para impedir a punição de policiais que se recusassem a dirigir viaturas, por não terem a habilitação específica. Entretanto, o parecer do Ministério Público foi contra a ação e o juiz de plantão acabou julgando a causa improcedente.

Assinatura

Mesmo as unidades policiais em que os praças tinham aderido fortemente ao movimento recuaram depois da atitude do comandante-geral. Durante o dia de ontem a entrada e saída de viaturas do 3º e 4º Batalhões de Polícia Militar (BPM) – que atendem, respectivamente, as áreas da Asa Norte, Guará e Estrutural – era intensa. Mas, mesmo assim, os motoristas exigiam a assinatura dos oficiais de dia no documento para que pudessem assumir a direção da viatura.

O movimento começou na sexta-feira à noite. Além da falta de curso específico, os militares denunciaram que a maioria dos carros da corporação não tinha Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLV). Diante de uma suposta ameaça ao policiamento no DF, o comando da corporação agiu rápido. Segundo a PMDF, a resolução 413 (9/8/2012) do Contran, que estabelece normas e procedimentos de formação de motoristas reconhece os cursos especializados das forças de segurança pública e Forças Armadas.

Respeito à determinação

Na manhã de ontem o Jornal de Brasília foi até o 4º e o 3º BPM para checar a normalidade da saída e entrada de viaturas. Na primeira unidade policial, pelo menos, cinco carros saíram para o patrulhamento ostensivo na região do Guará e da Estrutural. A partir das 19h de ontem, o comandante de Policiamento de Unidade, capitão Márcio Alves, garantiu que outras três viaturas reforçariam o serviço ordinário. 

 “Depois da portaria do comandante-geral tudo voltou ao normal. A autorização para a saída das viaturas está sendo feita mediante a assinatura da ficha de serviço que tem todos os dados do percurso do veículo”, afirma.

Segundo o capitão, a situação foi normalizada ainda por volta das 20h30 de sábado. Segundo ele, o batalhão não iria agir de forma contrária à lei e à portaria emitida pela direção da corporação. “Tudo já voltou à normalidade, tanto é que  entre a noite de sábado e a madrugada de ontem as equipes de policiamento chegaram a atender cerca de 40 ocorrências”, garante.

Versão oficial

No 3ª BPM, a movimentação das viaturas também estava, ontem, dentro do padrão exigido pela corporação. Segundo um dos responsáveis pelo policiamento do dia, que preferiu não ser identificado, pelo menos 11 veículos estavam fazendo a ronda pela manhã na região da Asa Norte. À tarde seriam mais dois carros que reforçariam o efetivo.
Segundo o policial, os oficiais já assinavam a ordem de serviço de permissão para que os militares pudessem conduzir as viaturas. “Não muda nada. Tudo voltou à normalidade a partir das 7h de hoje (ontem)”, garante.
 
Preocupação
 
Nos demais batalhões, como o 11º BPM e 26º BPM – Samambaia e Santa Maria – o policiamento também estava sendo efetuado com as viaturas nas ruas. Policiais disseram que voltaram à normalidade  para que a Corregedoria da Polícia Militar não os puna. No entanto, eles continuam identificando nas fichas das viaturas que não são habilitados pelo curso de especialização, como exige a Resolução 205 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A ausência de CRLV também está sendo identificada nas ordens de serviço. 
 
 

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