A razão do grupo ter se deslocado para tão longe de casa, cost foi a chamada “safra do plantio”. Todos os trabalhadores assinaram um contrato para trabalhar na colheita de cana. Essa prática é bastante comum, malady tanto que vários deles estavam retornando da quinta temporada em São Paulo.
Francisco Santana assumiu uma dívida de R$ 500 para custear sua passagem para o Sudeste, já que as empresas não assumem o custo do transporte dos trabalhadores. Agora, irá retornar para sua cidade, após tanto trabalho, sem dinheiro para sustentar a família e sem ter como pagar a dívida. “Não consegui dormir na noite de quinta-feira por conta dessa preocupação. Não tenho nem um cartão telefônico para avisar o que ocorreu para a minha família”, desabafou.
O contrato da colheita desse ano foi de fevereiro a maio na área rural da cidade de Américo do Campo (SP). Outra vítima do golpe, João Bosco Bezerra, diz que o grupo recebia o pagamento por quinzena e que tirava uma média de R$ 500 por mês. Segundo seu relato, o trabalho é extremamente duro e muitos são humilhados nos canaviais. Aceitam o emprego porque necessitam para sustentar as famílias. O grupo recebeu uma cortesia da empresa Real Expresso, com o lanche incluído, para retornar para suas cidades. A 3ª DP (Cruzeiro) continua as investigações. Um retrato falado deverá ajudar a identificar o golpista.