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Brasília

Trabalhadores resistem ao uso de equipamentos de segurança

Arquivo Geral

02/08/2010 8h33

Marina Marquez

marina.marquez@jornaldebrasilia.com.br

 

Trabalhadores da construção civil insistem em não usar os equipamentos de segurança nos canteiros de obras. É o que flagrou a reportagem do Jornal de Brasília em construções na cidade do Distrito Federal que possui a maior quantidade de obras: Águas Claras. A falta de equipamentos de segurança foi um dos principais motivos de mortes nos canteiros de obras nos últimos anos. 

 

 

Em uma das construções visitadas pela reportagem, um funcionário pintava a parte de fora do prédio, em um andaime, sem o capacete obrigatório. Ao perceber a presença do fotógrafo, colocou o equipamento. O técnico em segurança do trabalho da construtora responsável pela obra, Everaldo Ferreira, explica que a tentativa de convencer os trabalhadores da importância de cada equipamento é diária. 

 

 

“Todos os dias tentamos conscientizá-los de como cada equipamento pode salvar a vida deles em caso de acidentes. Alguns, por exemplo, são básicos, como bota, capacete, cinto de segurança. Não entendemos como o funcionário pode não usá-los, a partir do momento que a empresa os fornece e ensina a usar”, diz. Além das palestras sobre segurança no trabalho, segundo Everaldo, há técnicos no local tentando evitar o não uso. “Estamos de olho o tempo todo. É lamentável que um funcionário tenha sido visto sem equipamento. Se nós pegamos, há advertência, suspensão e até mesmo demissão. É o que a legislação prevê”.

 

 

Em 2008, 14 trabalhadores da construção civil perderam a vida em canteiros de obra, muitos deles por falha ou não uso do equipamento de segurança, seja ele o Equipamento de Proteção Individual (EPI) ou o Equipamento de Proteção Coletiva (EPC). Em 2009, foram 12 pessoas. Este ano é esperada uma redução no número de mortes, já que, nos sete primeiros meses do ano, foram registrados apenas dois óbitos. Para o diretor do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção e Mobiliário de Brasília (STICMB), João Barbosa, essa redução deve-se principalmente ao aumento da fiscalização.

 

 

 

Leia mais na edição desta segunda-feira (02) do Jornal de Brasília.

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