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Brasília

Trabalhadores querem melhorias no Taguacenter

Falta de estrutura atrapalha tanto funcionários quanto quem frequenta

Davi Silveira

30/09/2026 18h29

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Fotos: Davi Silveira/Jornal de Brasília

O Taguacenter, localizado em Taguatinga, é um dos principais polos comerciais do Distrito Federal. A falta de estrutura e acessibilidade do centro comercial gera, há algum tempo, incômodo de trabalhadores da Região. As principais reclamações são de risco para idosos e crianças por conta das calçadas quebradas, falta de estacionamentos para dias mais cheios e ausência de mais faixas de pedestre no local.

Os problemas de estrutura do polo comercial seriam, em sua maioria, resolvidos, caso já tivesse sido realizado o projeto de requalificação urbana e mobilidade organizado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do DF (Seduh). O plano visa implementar novas calçadas para pedestres e ciclistas, áreas verdes, uma praça central e mais vagas de estacionamento. Após ser elaborado e aprovado pelo GDF, o projeto foi enviado à Secretaria de Obras e Infraestrutura, como ordena o devido processo legal. A publicação no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) foi feita dia 31 de dezembro de 2024. Até este momento, as obras ainda não começaram.

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Stephanie Souza trabalha no polo comercial e, para ela, são enormes os riscos para idosos e crianças que transitam no local. “É muita queda de idoso. Muita. Não só de idosos, jovens também já caíram por aqui aqui, mas principalmente idosos, que têm mais dificuldade. Esses negócios quebrados no chão são um perigo. A pessoa pode cair, bater a cabeça e, Deus me livre, se machucar gravemente. Tudo isso é muito perigoso.”, alega a funcionária.

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A demora na realização das obras gera dúvidas nos trabalhadores da região quanto a possibilidade do projeto sair do papel e se concretizar. Stephanie acredita que o planejamento pode ser medida eleitoreira e se mostra duvidosa em relação ao início das obras. Fernanda Evelyn, que trabalha na mesma loja, diz que os planos não passam de “promessas vazias”.

Para Adelmar dos Santos, que trabalha no Taguacenter há 15 anos, um dos principais problemas é o acúmulo de lixo, que gera entupimentos de esgoto com frequência na região. Sobre os pedregulhos soltos em calçadas, Adelmar diz que sempre fica da mesma forma, pois o serviço é “mal feito”.

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“Tem demorado para fazer isso (o projeto de modernização). Tem uma praça aqui, e esses pedregulhos que sempre soltam são muito perigosos. Alguém pode cair, principalmente um idoso, escorregar e se machucar. É muito cheio também, precisaria ter mais estacionamento para caber toda a população. As pessoas ficam rodando por aí durante meia hora porque não encontram vaga.”, afirma Adelmar.

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Segundo a Secretaria, o projeto do Taguacenter exige uma série de estudos técnicos, como levantamentos topográficos e análises de drenagem, pavimentação, acessibilidade e das redes de infraestrutura existentes. Por se tratar de uma área consolidada e com diversas interferências como forte trânsito de carros e pessoas, a elaboração dos projetos demanda mais tempo para evitar problemas, retrabalho e paralisações durante a execução da obra.

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