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Brasília

Trabalhadores do transporte rodoviário reclamam do excesso de barulho e fumaça na Rodoviária

Arquivo Geral

19/06/2009 0h00

 


Trabalhadores do transporte rodoviário reclamam do excesso de barulho e fumaça na Rodoviária do Plano Piloto. Principalmente quem precisa passar várias horas no local se queixa de dores de cabeça, search zumbido no ouvido e dificuldades para dormir depois de um dia de trabalho. Além disso, look o excesso de ônibus e congestionamentos no local formam uma nuvem constante de fumaça, sales mesmo que os veículos sigam os regulamentos de emissão de gases previsto pelo Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF). Os trabalhadores dizem que pediram na Justiça o caráter de insalubridade para o serviço, mas tiveram a solicitação negada.


Depois de um dia de trabalho, o motorista de ônibus Sandoval São Paulo, 57, diz que não agüenta a sujeira que fica impregnada na pele e nariz por causa da fumaça dos ônibus. A realidade é a mesma de todas as pessoas que precisam trabalhar na rodoviária.


Segundo a gerência de Fiscalização do DFTrans, os ônibus que ficam parados nos boxes não podem permanecer com os motores ligados, enquanto esperam o horário de saída. “Checamos se os ônibus estão em funcionamento normal. Inclusive com relação à emissão dos gases”, declarou o gerente de Fiscalização do órgão, Pedro Jorge Brasil.


Ele afirmou ainda que para amenizar este problema existe uma ação do Governo do Distrito Federal que visa tirar de circulação nas ruas ônibus com mais de 10 anos de fabricação. “Só esse ano retiramos mais de 200 veículos de circulação e a intenção é que até o final do ano não haja mais ônibus com data de fabricação anterior ao ano de 2000”, garantiu.


O Detran, que realiza no local, todas as semanas, a Operação Fumaça, na qual os veículos são fiscalizados com um aparelho – o opacímetro – que detecta se a fumaça gerada está além da permitida. Se o veículo estiver acima a empresa responsável é autuada e o ônibus só volta às ruas depois que o problemas estiver sanado e passar por nova inspeção. Entretanto a aglomeração de ônibus é tão elevada que mesmo que veículos estejam regularizados quanto à emissão dos gases, o local fica tão poluído que até mesmo anúncios e fachadas de estabelecimentos que ficam na parte baixa da Rodoviária vão ficando pretos de fuligem. “Agora imagina isso por dentro da gente”, comentou o trabalhador em transporte rodoviário Valeriano Ferreira.


Excesso de veículos
Congestionamento e excesso de ônibus acentuam o problema. Os trabalhadores em transporte rodoviário reclamam, ainda, do aumento de coletivos na Rodoviária sem que sejam criados novos espaços. Eles dizem que duas novas empresas de ônibus, as recém-criadas cooperativas, foram inseridas no sistema há pouco tempo. “Acho que deveriam priorizar as linhas de transporte aqui no DF e deslocar essas empresas com linhas interestaduais. Ou criar um outro espaço no lado de cima da rodoviária”, opinou Valeriano.


Além disso, com o excesso de ônibus, principalmente no final da tarde, em horário de pico, os coletivos ficam engarrafados na saída do local, esperando a abertura do semáforo. “Filas de ônibus esperando para sair aumentam nesses horários e isso aqui vira um inferno. Poderiam modificar o tempo do semáforo”, sugeriu o motorista.


O gerente de Relações com a Comunidade e Usuários do DFTrans, Wilson Magalhães Batista, disse que já pediu ao Detran a sincronização dos semáforos. “Mas acho que só essa mudança não resolve o problema; o que deveria ser feito é uma conscientização dos motoristas para evitar fechar o cruzamento. Acho que as empresas deveriam trabalhar esta ideia com os motoristas dos ônibus”.


Outra questão que também deverá ser amenizada com a renovação das frotas é a questão do barulho provocado pelos motores do ônibus. “Para piorar a situação fica esse som ligado o tempo todo e ainda aparece gente para ficar gritando por aqui com um megafone. Chega final do dia a gente nem dorme, porque fica ouvindo um zunindo na cabeça”, disse Sandoval.


Desinformação
Colegas dele afirmaram passar pela mesma situação. Foram procurados DFtrans, Administração da Rodoviária e a Secretaria de Transporte, mas ninguém soube dizer se o barulho na rodoviária está acima dos decibéis permitidos em lei.


O Ibram, que é o órgão responsável por fiscalizar este tipo de problema, informou que o trabalho de fiscalização depende de denúncias, mas ainda não houve registros de reclamações no local. Os trabalhadores afirmaram que pediram na Justiça do Trabalho para que o serviço seja considerado insalubre (prejudicial à saúde). O pedido foi negado, mas eles prometem insistir.


 








  Saiba +

Uma lei distrital (4.092/2008) sancionada em janeiro do ano passado regulamenta a questão dos ruídos

A lei permite um limite de 60 decibéis para a área mista, com vocação comercial, administrativa ou institucional

O Instituto Brasília Ambiental (Ibram) é o órgão responsável pela fiscalização e controle da
poluição sonora

O número do Ibram para reclamações sobre ruídos é 08006461516 ou 156-opção 6

A exposição ao excesso de barulho pode gerar insônia, falta de concentração, estresse, aumento da pressão arterial, além de perda total ou parcial da audição


 


 


 


 


 


 


 


 


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