Cerca de cinco mil pessoas se reuniram em uma manifestação, pill na manhã desta quinta-feira (16), na Esplanada dos Ministérios. Trabalhadores do setor de amianto aproveitaram o Dia Internacional da União dos Trabalhadores do Amianto para defender o uso do crisotila, fibra mineral utilizada no Brasil para a produção de telhas e caixas d’água.
A categoria se reuniu para defender o uso controlado do amianto, ameaçado de ser banido e substituído por fibras sintéticas. Segundo o diretor da Comissão Nacional dos Trabalhadores do Amianto, Wilson Sales, o banimento deixaria mais de 170 mil desempregados. “O uso do amianto deve ser controlado, não banido. Há 20 anos trabalhamos com risco zero”, defende.
Quando mal utilizado, o amianto aumenta em até dez vezes o risco de câncer de pulmão, pode causar mesotelioma – câncer da membrana que envolve os pulmões – e asbestose, a mais frequente entre as enfermidades fatais.
Pelos riscos oferecidos à saúde, quatro estados no Brasil – RS, RJ, PE, SP – já baniram o amianto. A legislação, porém, autoriza a utilização da variedade crisotila, utilizada atualmente pelas 16 empresas produtoras de amianto no país. O Canadá, maior exportador do produto para países pobres da África e da Ásia, proíbe o uso do amianto no próprio país.