Francisco Dutra
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O atraso na reforma da Torre de Televisão transformou um dos principais cartões postais de Brasília em um local de risco. Segundo a Associação da Feira da Torre de Televisão (AFTT), além da deteriorização do reboco da marquise, cuja parte caiu no último sábado, outros problemas fizeram com que o ponto turístico oferecesse risco aos visitantes. As obras deveriam ter começado no primeiro semestre deste ano.
Depois do incidente do final de semana, o Governo do Distrito Federal (GDF) planeja iniciar a reforma em toda a estrutura após a retirada dos feirantes da base da Torre, dentro de 45 dias. Mas as obras podem não começar de imediato, pois o governo não tem em caixa os R$ 15 milhões necessários para o projeto. Para tentar levar as obras à frente, o GDF pretende buscar parcerias.
De acordo com o presidente da AFTT, Nicanor de Faria, a parte elétrica da Torre está muito deteriorada. Segundo ele, há fios elétricos expostos no caminho para os banheiros. Outro problema estruturante são os próprios banheiros. De acordo com os artesãos, mesmo com uma pequena reforma no início deste ano, eles não comportam mais o volume de visitantes. Filas e desconforto já eram uma rotina para os visitantes.
Com a queda do reboco, a Defesa Civil interditou 40, das 600 barracas do local, e os elevadores, desde sábado. Em um teste, fiscais da Defesa Civil descobriram que a estrutura, muito desgastada, e novas partes do reboco podem cair. Para se ter uma ideia do risco, o impacto da queda de uma pequena lasca pode chegar ao peso de 200 quilos.
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